Orientações úteis durante a gravidez
A gravidez não é uma doença, mas precisa de acompanhamento médico para diminuir os riscos da mãe e do feto.
Álcool, fumo e drogas prejudicam você e podem prejudicar seu filho. Evite-os durante a gravidez.
Medicamentos e radiografias podem afetar a saúde do feto. Jamais se exponha a eles se não forem indicados pelo médico.
Um aumento excessivo de peso durante a gravidez não é desejável. Você mesma é quem mais pode evitar o excesso de peso, com medidas simples mas, que requeiram determinação e força de vontade.
  1. Prefira as carnes na chapa, grelhadas.
  2. Aumente com moderação a ingestão de frutas, verduras, pão, arroz, massas e legumes.
  3. Tente tomar entre meio e um litro de leite por dia. Também pode ser iogurte ou queijo.
  4. Reduza os alimentos com muita gordura, como bacon, manteiga e embutidos.
  5. Reduza alimentos com muito açúcar, especialmente aqueles pré-fabricados, como chocolates, balas, etc.
  6. Lembre-se que durante toda a gravidez o ideal é ganhar entre 9 e 13 quilos. Você é o melhor vigia.

Existe lentidão no trânsito digestivo. Sensação de estômago cheio e "prisão de ventre" são normais. Podem ser aliviados evitando comer em excesso, não deitando logo após as refeições e preferindo alimentos ricos em fibras (folhas).
Durante a gravidez aumenta a sudoração. Se possível, tome um banho de chuveiro todo dia. A pele tende a ficar mais escura em algumas regiões. Proteja-se do sol ou use um chapéu. Durante a gravidez aumenta o fluxo vaginal. Fluxo claro, sem cheiro, que não lhe causa coceira, ardor ou dor, não deve preocupá-la.
Escove os dentes após as comidas. A grávida pode ir ao dentista normalmente. Use roupa folgada. Não precisa usar faixa, pois ela pode debilitar a sua musculatura. É aconselhável o uso de meias elásticas.
Evite ficar muito tempo em pé. Descanse com as pernas elevadas. Evite sapato de salto, pois ele aumenta o risco de quedas. Você pode praticar esportes, mas não aqueles que sejam violentos ou produzam fadiga excessiva. São recomendáveis as natações e as caminhadas.
Você pode trabalhar, desde que seu ofício não produza fadiga física ou mental excessiva. As relações sexuais são permitidas durante a gravidez, a não ser que seu médico as proibida. Procure uma posição que lhe seja cômoda.
Dores nas costas no final da gravidez são normais. Encoste totalmente na cadeira quando estiver sentada, evite levantar pesos e use um colchão duro para descansar.
Inchaço de pés e pernas, ao final do dia, não devem preocupá-la. Repouse com as pernas levantadas e, se possível, use meias elásticas.
Você deve procurar o Pronto Socorro se apresentar vômitos persistentes, diarréia, dor quando urina, febre, dor de cabeça que não melhora com analgésicos, sangramento vaginal, perda de líquido pela vagina, contrações, inchaço de mãos ou rosto, diminuição ou ausência de movimentos fetais ou qualquer sintoma que você considere anormal e que não esteja neste quadro.
Prepare-se desde agora para amamentar o seu filho. O leite materno representa o melhor alimento, pois além de amor proporciona defesa contra várias doenças que podem ser fatais.

PESQUISE PREÇOS DE MEDICAMENTOS AGORA!

 

ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DURANTE A GESTAÇÃO

Diversas alterações ocorrem durante a gravidez, portanto um bom entendimento delas acaba favorecendo o profissional de educação física a orientar de forma eficiente e segura a mulher que se propõe a praticar exercício físico durante a gestação

Alterações Hormonais

Mudanças significativas no perfil endócrino ocorrem durante a gestação, destacando-se quatro hormônios que desempenham um papel fundamental para a mãe e para o feto. Dois desses são os hormônios sexuais femininos estrogênio e progesterona, os quais são secretados pelo ovário durante o ciclo menstrual normal, passando a ser secretados em grandes quantidades pela placenta durante a gestação. Outros dois importantíssimos são: a gonodotrofina coriônica e a somatomamotropina coriônica humana
Estrogênio

As principal funções do estrogênio são promover: proliferação de determinadas células (por exemplo, células musculares lisas do útero), aumento da vagina, desenvolvimento dos grandes e pequenos lábios, crescimento de pelos pubianos, alargamento pélvico, crescimento das mamas e de seus elementos glandulares além de deposição de tecido adiposo em áreas específicas femininas, tais como coxas e quadris. Ou seja, o estrogênio é responsável por desenvolver as características sexuais femininas. Durante as primeiras 15-20 semanas de gravidez o corpo lúteo, responsável pela secreção do estrogênio e do progesterona, aumenta a secreção desses dois hormônios em duas a três vezes o normal, porém após a décima sexta semana a placenta passa a secretar esses hormônios, aumentando de forma drástica sua produção e fazendo com que a secreção de estrogênio fique cerca de 30 vezes maior que o normal. Durante a gravidez o estrogênio provoca uma rápida proliferação da musculatura uterina, aumento acentuado do crescimento do sistema vascular para o útero, dilatação do orifício vaginal e dos órgãos sexuais externos e relaxamento dos ligamentos pélvicos permitindo assim uma maior dilatação do canal pélvico o que facilita a passagem do feto no momento do nascimento. O estrogênio também é responsável por uma maior deposição de tecido adiposo nas mamas (algo em torno de ½ quilo) fazendo com que elas cresçam, aumentando o número de células glandulares e tamanhos dos ductos.

Progesterona

Ao contrário do estrogênio, a progesterona praticamente não exerce influência sobre as características sexuais femininas, mas sim sobre o preparo do útero para receber o óvulo fertilizado e da mama para secreção do leite. Durante a gestação, a progesterona atua disponibilizando para o uso do feto, nutrientes que ficam armazenados no endométrio. A progesterona também é responsável pelo efeito inibidor da musculatura uterina, uma vez que se isso não ocorresse, as contrações expulsariam o óvulo fertilizado ou até mesmo o feto em desenvolvimento. As mamas também recebem influência do progesterona, fazendo com que os elementos glandulares fiquem ainda maiores e formem um epitélio secretor, promovendo a deposição de nutrientes nas células glandulares.

Gonodotrofina coriônica

A função desse hormônio é manter ativo o corpo lúteo durante o primeiro trimestre. Sem o corpo lúteo em atividade a secreção de progesterona e estrogênio seria afetada e assim o feto cessaria seu desenvolvimento e seria eliminado dentro de poucos dias. Após o primeiro trimestre a remoção do corpo lúteo já não afeta mais a gravidez uma vez que a placenta fica responsável pela secreção de estrogênio e progesterona em quantidades muito elevadas. A concentração máxima de gonodotrofina coriônica acontece aproximadamente na oitava semana, justamente o período que é essencial impedir a evolução do corpo lúteo.
Somatomamotropina coriônica humana

Esse hormônio é responsável principalmente pela nutrição adequada do feto, diminuindo, dessa forma, a utilização da glicose pela mãe e tornando-a disponível em maior quantidade para o feto. Ocorre também uma mobilização aumentada de ácidos graxos do tecido adiposo materno, elevando a utilização dos mesmos como fonte de energia em lugar da glicose. Um outro efeito desse hormônio é auxiliar o crescimento fetal, efeito esse semelhante ao do hormônio do crescimento, contudo esse efeito é relativamente fraco.
A maioria das glândulas endócrinas é alterada. A exemplo disso temos a tireóide também afetada, imitando assim os efeitos do hipertireoidismo, causando sintomas como: taquicardia, palpitações, respiração excessiva, instabilidade emocional e aumento da glândula tireóide. Mas em apenas 0,08% das gestantes ocorre realmente o hipertireoidismo. É comum ocorrer aumento dos hormônios adrenais, o que provavelmente pode contribuir para o surgimento de estrias róseas de pele. Níveis aumentados de glicocorticóides, estrogênios e progesterona modificam o metabolismo da glicose aumentando assim a necessidade de insulina. A insulinase produzida pela placenta pode afetar as necessidades de insulina provocando em muitos casos a diabetes gestacional.

Alterações Cardiovasculares

O débito cardíaco (DC) aumenta cerca de 30-50% iniciando esse aumento por volta da 16ª e atingindo o pico por volta da 24ª semana. Após a 30ª semana o DC pode diminuir um pouco, pois o útero aumentado obstrui a veia cava. Com o DC aumentado, a freqüência cardíaca aumenta de 70bpm, em média, para 80-90bpm, acompanhado de um aumento proporcional no volume de ejeção. O volume sanguíneo também aumenta proporcionalmente com o DC.
Alterações Renais

A taxa de filtração glomerular (TFG) e o fluxo plasmático renal (FPR) são aumentados durante a gravidez e esses aumentos são relacionados ao aumento do DC, diminuição da resistência vascular renal e aumento dos níveis séricos de alguns hormônios. O aumento da excreção urinária de glicose, aminoácidos, proteínas e vitaminas é conseqüência dos aumentos da TFG e do FPR. O volume renal aumenta em até 30% além do normal. O aumento da TFG geralmente causaria uma grande perda de sódio, porém fatores mitigantes resultam na manutenção da homeostase deste mineral, inclusive atuando sobre seu metabolismo e resultando numa leve retenção deste mineral. Como a função renal é muito sensível à postura durante a gravidez, geralmente aumentando a função na posição supina e diminuindo na posição vertical, a mulher grávida pode sentir necessidade freqüente de urinar quando tenta dormir.

Alterações Pulmonares

Os estímulos hormonais de progesterona e problemas posicionais causados pelo aumento do útero são os responsáveis pelas alterações na função pulmonar. Ocorre aumento do PO2 e diminuição do PCO2, causando hiperventilação. A circunferência torácica aumenta cerca de 10cm.

Alterações Gastrintestinais

Devido à pressão do útero em crescimento contra o reto e a porção inferior do cólon pode acontecer constantemente constipação (intestino preso). Regurgitação e azias também são queixas comuns durante o período gestacional, isso é causado pelo retardamento no tempo de esvaziamento gástrico e do relaxamento do esfíncter na junção do esôfago com o estômago, com conseqüente refluxo do conteúdo gástrico. O relaxamento do hiato diafragmático também contribui com essas queixas.

Geralmente a gravidez pode ser medida por trimestres, mas esses trimestres têm uma duração desigual uma vez que o terceiro trimestre varia de acordo com o tempo total da gravidez.

Primeiro Trimestre (Semana 1 A 12)

A taxa metabólica aumenta em 10-25%, acelerando todas funções corporais.
Os ritmos cardíaco e respiratório aumentam à medida que mais oxigênio tem que ser levado para o feto e mais dióxido de carbono é exalado.
Ocorre expansão uterina pressionando a bexiga e aumentando a vontade de urinar.
Aumento do tamanho e peso dos seios, além de aumentar a sensibilidade dos mesmos logo nas primeiras semanas.
Surgem novos ductos lactíferos
As auréolas dos seios escurecem e as glândulas chamadas de tubérculo de Montgomery aumentam em número e tornam-se mais salientes.
As veias dos seios ficam mais aparentes, resultado do aumento de sangue para essa região.

Segundo Trimestre (Semana 13 A 28)

Retardamento gástrico provocado pela diminuição das secreções gástricas, essa diminuição é resultado do relaxamento da musculatura do trato intestinal. Esse relaxamento também provoca um número menor de evacuações.
Os seios podem formigar e ficar doloridos.
Aumento da pigmentação da pele, principalmente em áreas já pigmentadas como sardas, pintas, mamilos.
As gengivas podem se tornar esponjosas devido à ação aumentada dos hormônios.
O refluxo do esôfago pode provocar azia, devido ao relaxamento do esfíncter no alto do estômago.
O coração trabalha duas vezes mais do que uma mulher não grávida e faz circular 6 litros de sangue por minuto.
O útero precisa de 50% a mais de sangue que o habitual.
Os rins precisam de 25% a mais de sangue do que o habitual.

Terceiro Trimestre (Semana 29 Em Diante)

A taxa de ventilação aumenta cerca de 40%, passando de 7 litros de ar por minuto da mulher não grávida para 10 litros por minuto, enquanto o consumo aumenta apenas 20%. A maior sensibilidade das vias respiratórias pode causar falta de ar.
As costelas são empurradas para fora decorrente do crescimento fetal.
Os ligamentos inclusive da pelve ficam distendidos, podendo causar desconforto ao andar.
Desconforto causado pelas mãos e pés inchados, podendo ser sinal de pré-eclâmpsia.
Podem ocorrer dores nas costas devido a mudanças do centro de gravidade e por um ligeiro relaxamento das articulações pélvicas.
Os mamilos podem secretar colostro.
Aumenta a freqüência e vontade de urinar.
Aumenta a necessidade de repousar e dormir.

PESQUISE PREÇOS DE MEDICAMENTOS AGORA!



GESTANTE E ATIVIDADE FÍSICA

Vários estudiosos relatam a escassez de trabalhos sobre a eficiência e a segurança da atividade física / esportiva para gestantes, principalmente sobre o bem estar fetal e a circulação uteroplacentária. Em parte, isso se deve à grande dificuldade de registrar com precisão os traçados cardiotocográficos durante o exercício 4, fazendo com que a maioria dos estudos seja realizada durante a recuperação (após o exercício).

O conhecimento do estado de saúde da gestante é muito importante para que um programa de exercícios seja iniciado. Por exemplo, existem alguns casos em que a atividade física pode ter uma contra-indicação absoluta, como para as portadoras de diabetes tipo I, em casos de históricos de dois ou mais abortos espontâneos, gravidez múltipla, tabagismo e ingestão excessiva de álcool. As contra-indicações relativas incluem a anemia, histórico de trabalho de parto prematuro, obesidade, diabetes tipo II e condicionamento físico muito abaixo do recomendável (antes da gravidez - sedentarismo) 12. No caso de gestantes saudáveis, há estudos que apóiam a atividade física (leve a moderada) 3, entretanto algumas precauções devem ser tomadas, entre elas: a obtenção de autorização médica e conhecimento das alterações potencialmente perigosas que podem surgir durante o exercício.

Principais diferenças metabólicas e cardiovasculares entre mulher grávida e a não grávida

 

Principais efeitos agudos do exercício na gestante

 

Recomendações quanto à prática de atividades físicas para gestantes sem fatores de risco adicionais

Modificações Gravídicas

A gravidez traz algumas mudanças indesejáveis ao organismo da mulher, que acabam atingindo, de certa forma, seu estado de humor. Além de ficarem mais pesadas, com a coordenação debilitada e menos ágeis que o normal, a auto-estima fica mais baixa. Neste sentido, a atividade física pode ajudar na formação de uma imagem corporal positiva, com o objetivo de proporcionar melhoras na auto-estima e na qualidade de vida, principalmente para as mulheres que já faziam parte de um programa de exercícios.

Modificações básicas durante a gestação

 

Conclusão:

O número de mulheres grávidas que participam de atividades físicas tem aumentado a cada ano, com isso fica cada vez mais importante estabelecer orientações básicas e prudentes acerca do exercício durante a gestação. A falta de literatura sobre o impacto do exercício no feto tem preocupado médicos e profissionais de Educação Física, principalmente no tocante ao comprometimento do suprimento sanguíneo placentário.
Não podemos desconsiderar que a atividade física regular pode representar um papel importante na manutenção da capacidade funcional, do peso corporal e do bem-estar geral da gestante.
A atividade física de intensidade leve a moderada é considerada segura e eficiente para grávidas saudáveis, todavia há inúmeras recomendações quanto à sua prática. Mulheres fisicamente ativas durante a gravidez têm mais facilidade de aprimorar sua condição física após o parto. E bem verdade que, existem vários relatos de atletas que foram campeãs logo após o nascimento dos seus filhos. Outro fator interessante é a crescente comprovação de que os exercícios podem ajudar no trabalho de parto e, se todos os cuidados necessários forem tomados, a gestante poderá desfrutar de todos os benefícios do exercício.


PESQUISE PREÇOS DE MEDICAMENTOS AGORA!

 

ABORTO DE REPETIÇÃO

Aborto é definido como a perda gestacional antes de 20 semanas de gravidez ou peso fetal menor que 500 gramas. Aproximadamente 15% de todas as gestações diagnosticadas irão evoluir para aborto espontâneo entre 4 e 20 semanas. Aborto de repetição é definido como sendo a mulher que apresenta três ou mais perdas gestacionais antes de 20 semanas ou feto pesando menos de 500 gramas. Pode ser classificado em primário (mulheres que nunca pariram) ou secundário (mulheres que já tenham parido).

A incidência de casais que apresentam abortos de repetição varia entre 2 a 5 % dos casais em idade reprodutiva. Entre as causas descritas para etiologia do Aborto de Repetição podemos dividi-las em:

  1. Causas genéticas,
  2. Causas Endócrinas,
  3. Causas Anatômicas,
  4. Causas infecciosas,
  5. Causas Hematológicas (trombofilias),
  6. Causas Imunológicas,
  7. Causas Ambientais e
  8. Causas Desconhecidas
1) CAUSAS GENÉTICAS

Identificada em torno de 3 a 6% dos casos. A anormalidade mais freqüente é a translocação balanceada observada no cariótipo de um dos parceiros. Outras anormalidades cromossômicas que podem ser encontradas são: mosaicismo sexual, inversão cromossômica e cromossomos em anel. Essas aberrações cromossômicas irão gerar embriões com cromossomopatias, evoluindo para aborto.

2) CAUSAS ENDÓCRINAS

Respondem por aproximadamente 5% das causas de aborto de repetição. Dentre elas a mais relatada é a Insuficiência de Corpo Lúteo, caracterizada por uma produção diminuída de progesterona na segunda fase do ciclo, período de implantação, onde tal hormônio tem participação fundamental. A suplementação de progesterona, como tratamento, na segunda fase do ciclo é bastante discutida.

Diabete Melito se mostra envolvido na etiologia do Aborto de Repetição desde que esteja descontrolado. Patologias da tireóide (hiper e hipotireoidismo) quando bem controlados não se relacionam com aborto de repetição, porém é sabido que anticorpos antitireoidianos estão intimamente relacionados com aborto de repetição, o mecanismo ao certo não é conhecido. Pacientes com história de SOP apresentam uma incidência elevada de aborto espontâneo, até 44%. Veja o tópico.

3) CAUSAS ANATÔMICAS

Responsáveis por aproximadamente 1% dos casos, algumas estatísticas mostram 10%. As mais descritas são: malformações uterinas (mullerianas ou exposição DES), pólipos uterinos, sinéquias, miomatose uterina, incompetências istmo cervical. Algumas alterações anatômicas são mais relacionadas com perdas gestacionais tardias (durante o segundo trimestre) ou trabalho de parto prematuro, como por exemplo: incompetência istmo-cervical, miomatose uterina.

4) CAUSAS INFECCIOSAS

Atualmente é bastante questionável a relação entre infecções genitais por clamídia, micoplasma e ureaplasma e a elevada incidência de aborto de repetição. Podem afetar a imunologia uterina, ativando as células NK.

5) CAUSAS HEMATOLÓGICAS

Nos últimos anos, tem-se descrito uma relação entre distúrbios da coagulação, tendência a tromboembolismos (trombofilias), com maus resultados gestacionais, entre eles abortos de repetição e infertilidade. Entre as trombofilias descritas como tendo relação com abortos de repetição podemos destacar trombofilias hereditárias (vide trombofilias) e adquiridas (vide Síndrome Antifosfolípide).

6) CAUSAS IMUNOLÓGICAS

Responsáveis por até 66% das causas de abortos de repetição, dependendo das estatísticas. Podem ser divididas em causas auto-imunes, alo-imunes e síndrome antifosfolípide.

7) CAUSAS AMBIENTAIS

É descrita uma maior incidência de abortos espontâneos em pessoas com hábito de ingestão excessiva de café, álcool e tabagismo. É sabido o efeito abortivo da radiação, não determinada dose especifica. Gases anestésicos também parecem elevar o risco de aborto. Exercício físico parece não estar relacionado como causa de aborto precoce. Microondas, ultra-som e terminais de vídeo parecem não elevar a taxa de aborto.

8) CAUSAS DESCONHECIDAS

Vale lembrar que ainda em torno de 20 a 40% dos casos de aborto de repetição não é possível se determinar uma causa precisa, um campo vasto para novas pesquisas.

Autor: Dr. Marcelo Cavalvante
Ginecologia-Obstetrícia
Data da Publicação: 28/01/2003

PESQUISE PREÇOS DE MEDICAMENTOS AGORA!

 

 

INCONTINÊNCIA URINÁRIA

A Incontinência Urinária é uma condição multifatorial que afeta muitas pessoas, em diferentes faixas etárias. Ao mesmo tempo em que era considerada pelos pacientes como uma condição normal do processo de envelhecimento era negligenciada pelos profissionais da área da saúde. Essa condição constrangedora de perda involuntária de urina tem conseqüências avassaladoras na qualidade de vida das pessoas incontinentes, causando muitas vezes marginalização do convívio social, frustrações psicossociais e institucionalização precoce.
É de especial importância aos profissionais da área da saúde o conhecimento prévio de todo o processo fisiológico normal de continência, para que possamos intervir diretamente e de forma conservadora nos cuidados da pessoa incontinente, para tanto, faremos uma breve revisão dos mecanismos fisiológicos normais.

REFLEXO DA MICÇÃO

À medida que a bexiga vai se enchendo de urina, os receptores sensoriais presentes no interior da bexiga percebem o estiramento da parede vesical e ondas de contração vão surgindo, esses sinais sensoriais são conduzidos para os segmentos sacrais da medula espinhal pelos nervos pélvicos, voltando depois, por via reflexa, para a bexiga. À medida que a bexiga continua se enchendo os reflexos de micção tornam-se mais freqüentes mais intensos causando contrações também cada vez maiores do músculo detrusor, num ciclo repetitivo e contínuo, até que a bexiga atinja um alto grau de contração.
Uma vez que o reflexo da micção se torne suficientemente intenso, outro reflexo é desencadeado determinado o relaxamento esfincteriano. Se esta inibição for mais potente no cérebro que os sinais constritores voluntários para o esfíncter externo, ocorrerá a micção; caso contrário , a micção não ocorrerá até que a bexiga se encha ainda mais e a micção reflexa se torne mais intensa.

FISIOLOGIA DA MICÇÃO

O ato miccional apesar de aparentemente simples envolve a interação de estruturas complexas como o SNC, SNP e estruturas do trato urinário. A interação entre essas estruturas estabelece um equilíbrio coordenado e harmônico, determinando a Continência Urinária.

A função vesical acontece em duas fases, ou seja, Fase de Armazenamento ou Enchimento e Fase de Esvaziamento.

A Fase de Armazenamento ocorre quando a bexiga consegue acumular quantidades crescentes de urina em seu interior sem variações significativas de pressão, enquanto os esfíncteres urinários permanecem contraídos, o que estabelece uma pressão intra uretral maior que a pressão vesical.

Essa capacidade de armazenar urinar sem que haja aumentos significativos na pressão é chamado da Complacência Vesical ou Acomodação Vesical.

Nessa fase o músculo detrusor está em repouso, o que permite que isso aconteça. Essa fase é produzida pela estimulação simpática dos receptores beta adrenérgicos dentro da parede vesical, causando relaxamento do detrusor. Ao mesmo tempo a atividade nervosa simpática inibe a atividade parassimpática, promovendo mais ainda, um estado de relaxamento. O relaxamento do detrusor durante a fase de enchimento é o componente-chave para a fase de acomodação vesical. A estimulação simpática de receptores alfa adrenérgicos presente no colo vesical e uretra proximal causa a constrição, com conseqüente aumento da pressão uretral.

O esfíncter externo e os músculos elevadores do ânus servem como suporte para os mecanismos de continência, embora em permanente estado de contração podem contrair-se ainda mais para impedir a perda de urina sob condições de stress, são inervados pelo plexos sacrais e nervos pudendos.

Uma vez que a bexiga atinja sua capacidade máxima (350 - 650 ml), os receptores do interior do músculo detrusor emitem sinais aos centros corticais do cérebro para se iniciar a fase de esvaziamento.

Para iniciar o processo da micção é necessário que o córtex reconheça a repleção vesical (desejo miccional) e decida a melhor hora e momento para desencadear o esvaziamento da bexiga.

A Fase de Esvaziamento acontece com a estimulação da contração do detrusor associada ao relaxamento esfincteriano e dos músculos elevadores do ânus, permitindo que a bexiga elimine seu conteúdo através de uma inversão desse gradiente de pressão, enquanto o córtex inibe o relaxamento simpático da bexiga. A uretra se encurta o que diminui a resistência do fluxo. A bexiga libera seu conteúdo sob controle voluntário dependendo diretamente de uma atividade coordenada da uretra e do músculo detrusor.

A ativação dos receptores colinérgicos parassimpático no músculo detrusor estimula a sua contração e a micção começa.

O reflexo da micção é um reflexo completamente autonômico da medula espinhal, mas pode ser inibido ou facilitado por centros do cérebro.

 

CLASSIFICAÇÃO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA

Dentre as Incontinências Urinárias definiremos:

Incontinência Urinária de Urgência e Urge-Incontinência

É a presença de contração vesical durante a fase de enchimento desencadeada espontaneamente ou em resposta a estímulos e demonstrada de forma objetiva, quando a paciente tenta inibir a contração. É chamada de Instabilidade em pacientes sem diagnóstico neurológico e de hiperreflexia em pacientes com comprometimento neurológico. Resultando em micções freqüentes e relativamente descontroladas. Esta condição deriva de uma lesão parcial da medula espinhal ou do tronco cerebral que interrompe a maioria dos sinais inibitórios, ou por hipersensibilidade a acetilcolina, aumento das fibras sensitivas na submucosa, ativação dos reflexos medulares, principalmente em pacientes neuropatas e por deficiência ou diminuição do controle inibitório do SNC. Portanto, impulsos facilitatórios passando continuamente ao longo da medula mantém os centros sacrais tão excitáveis que mesmo uma pequena quantidade de urina provoca um reflexo da micção incontrolável, assim promove a micção freqüente, quando a paciente sente forte desejo de urinar e perde urina no trajeto até o banheiro classifica-se como Urge-Incontinência.

A paciente tem sensação de plenitude vesical por diminuição da complacência.
A Incontinência de Urgência pode ser sensitiva ou motora e a diferenciação é feita no exame urodinâmico.

 

Incontinência Urinária de Esforço

É a perda involuntária de urina que surge com aumentos da pressão intra-abdominal, causando problema social ou higiênico para a mulher, na ausência de atividade contrátil do detrusor. Em condições normais o esfíncter da uretra é capaz de impedir a saída de urina por ocasião de aumento acentuado e abrupto da pressão intra abdominal como em episódios de tosse, espirro ou riso forçado. Na incontinência urinária de esforço ocorre uma perda involuntária de urina quando a pressão vesical excede a pressão uretral máxima, sem que o músculo detrusor tenha se contraído. Pode ser um sintoma (quando a paciente nos relata) pode ser um sinal (quando percebido ao exame físico) ou uma condição (quando vem associado a um diagnóstico urodinâmico específico).
O fator determinante da IUE é a alteração do gradiente de pressão entre a bexiga e a uretra. Essa mudança ocorre por falha no mecanismo esfincteriano extrínseco ou intrínseco da uretra. Assim, a IUE pode ser decorrente de hipermobilidade do colo vesical e/ou insuficiência esfincteriana.

Incontinência Urinária Mista

Quando se somam os sintomas da IUE e da Incontinência de Urgência, é necessário analisar a predominância dos sintomas.



FATORES PREDISPONENTES

Parto Vaginal:

Por trauma neuromuscular ao assoalho pélvico e/ou descolamento da fáscia pubocervical, por estiramento ou compressão mecânica dos nervos pélvicos. Lesões causadas mais freqüentemente durante a segunda fase do trabalho de parto.

Deficiência Estrogênica:

O trato urinário inferior é rico em receptores de estrogênio, que faz quando são estimulados, um aumento do fluxo sangüíneo do plexo artério-venoso e o fluxo sangüíneo aumentado melhora a coaptação da mucosa uretral e aumenta sua pressão, promovendo a continência. A deficiência de estrogênio pode ser um fator que contribui para a incontinência urinária em mulheres na menopausa.

Tabagismo:

O tabagismo pode agravar a incontinência por vários fatores:
- danos às sustentações uretrais e vaginais pela tosse crônica
- alterações na síntese e na qualidade de colágeno
- contrações do detrusor induzidas pela nicotina do cigarro.
- Efeitos anti-estrogênicos que diminuem a atividade dos receptores adrenérgicos no esfíncter uretral interno.

Obesidade

A obesidade piora a condição de incontinência por aumentar a pressão intra-abdominal.

DIAGNÓSTICO

Estudo Urodinâmico
É um termo genérico que compreende o estudo funcional da bexiga e/ou uretra. Fazem parte desse exame a fluxometria, cistometria, estudo fluxo/pressão, a eletromiografia, perfil pressórico uretral e a pressão de perda.
Tem particular importância na determinação da causa da incontinência urinária, na terapêutica , apesar de ser um exame invasivo e agressivo, utilizar como instrumento para sua execução sondas intra uretral e a paciente se expor durante o exame urinando na presença de pessoas estranhas, constitui-se na abordagem diagnóstica mis segura da Incontinência Urinária.

ORIENTAÇÕES PARA COMPLEMENTAÇÃO DIAGNÓSTICA

Diário Urinário

Consiste na anotação pela paciente de suas micções , sintomas e situações de perda urinária, pode ajudar-nos muito na avaliação da intensidade e da freqüência objetiva desses sintomas.

Teste de Esforço ou Teste da Almofada ou Pad-Test

Permite uma medida quantitativa da perda urinária. É um teste que necessita de balança de alta precisão e de alto custo, mas é útil na classificação da incontinência urinária.

Teste do Cotonete ou Q.tip Test

Faz-se a assepsia do local com polvidine, introduz-se cotonete estéril embebido em xylocaína até que a resistência seja vencida, marcando-se aí como ponto zero (0), solicita-se uma contração voluntária ou manobra de Valsalva e com o goniômetro mede-se angulação do cotonete.

Autora: Cláudia Elaine Cestári Souza
Fisioterapeuta
Redação do Saúde em Movimento
Data da Publicação: 19/05/2003


PESQUISE PREÇOS DE MEDICAMENTOS AGORA!

 

OVÁRIOS POLICÍSTICOS

A Síndrome de Ovários Policísticos (SOP) foi descrita pela primeira vez em 1935 por Stein e Leventhal na Rush University em Chicago, Estados Unidos. Eles descreveram 7 pacientes com história de amenorréia, hirsutismo, ovários policísticos e obesidade (em 4 delas). A SOP é uma síndrome muito comum, afeta em cerca de 5 a 10% da população feminina. É caracterizada por irregularidade menstrual (oligomenorréia ou amenorréia) após puberdade normal, hirsutismo, obesidade (35 a 60% dos casos), acne e acantose nigrans como sendo as manifestações clínicas mais observadas em pacientes com SOP. O achado ao ultra-som de ovários policísticos é muito questionável como sendo um critério diagnóstico, pois cerca de 8 a 25% de mulheres normais podem apresentar ovários policísticos ao ultra-som.

O estado constante de amenorréia ou oligomenorréia, devido a anovulação, irá promover um desarranjo no padrão endócrino da paciente com SOP. Observa-se um nível sérico anormal de gonadotrofinas (relação LH/FSH > 1,5), elevação dos hormônios androgênios (testosterona, androstenediona, DHEA, S-DHEA), diminuição das SHBG, elevação dos níveis de insulina (resistência à insulina) e elevação de PAI-1.

Atualmente a teoria mais aceita na fisiopatologia da SOP é uma resistência periférica a insulina, ao nível de receptor, levando a uma hiperinsulinemia. Essa mesma falha no receptor para insulina ao nível adrenal propicia uma maior produção de DHEA e SDHEA e ao nível ovariano leva a um aumento na produção de androstenediona e testosterona.


Trabalhos mostram relação da SOP como causa de infertilidade, devido a constante anovulação. Entre pacientes com SOP que conseguem ovular e engravidar se observa uma maior taxa de aborto espontâneo. Em torno de 44% das gestações em pacientes com SOP irão evoluir para aborto espontâneo, segundo trabalhos recentes. Esses mesmos estudos mostram uma redução nessa taxa de aborto para cerca de 5%, quando a paciente esta utilizando medicação para controle da resistência a insulina.


Os fatores que levariam a uma taxa elevada de aborto entre essas pacientes talvez sejam: níveis elevados de PAI-Fx, testosterona, androstenediona, SDHEA ou LH ou então baixos níveis de progesterona. Drogas que diminuem a resistência à insulina estariam também melhorando o padrão hormonal da paciente. Recentemente, tem se relatado uma maior prevalência de uma mutação no gene que codifica o PAI-1 entre as pacientes com SOP, e talvez esteja envolvido na etiologia do aborto.


A hiperinsulinemia e o hiperandrogenismo observados na SOP promovem danos não só na área ginecológica, estão relacionados também com: maior incidência de HAS, dislipidemias, obesidade e distúrbios na coagulação. O tratamento em geral deve visar a diminuição da resistência periférica a insulina e ser individualizado de acordo com a queixa da paciente.

 

CONSEQUÊNCIAS DE ANOVULAÇÃO PERSISTENTE

1) Infertilidade.
2) Alteração menstrual.
3) Hirsutismo, alopécia e acne.
4) Aumento do risco de câncer de endométrio (3 vezes mais) e talvez aumento do risco de câncer de mama.
5) Aumento do risco de doenças cardiovasculares.
6) Aumento do risco de Diabetes.

OBJETIVOS DO TRATAMENTO

1) Reduzir a produção e circulação de hormônios androgênios.
2) Proteger o endométrio dos efeitos de uma exposição constante de estrógenos.
3) Oferecer um suporte para melhora do estilo de vida, com peso ideal.
4) Diminuir o risco para doenças cardiovasculares.
5) Evitar os efeitos de hiperinsulinemia para o organismo (doenças cardiovasculares e diabetes).
6) Indução de ovulação para alcançar a gravidez, e mantê-la.


PESQUISE PREÇOS DE MEDICAMENTOS AGORA!

 

CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

No Brasil, estima-se que o câncer do colo do útero seja o terceiro mais comum na população feminina, sendo superado pelo câncer de pele não melanoma e pelo de mama. Este tipo de câncer representa 10% de todos os tumores malignos em mulheres. É uma doença que pode ser prevenida, estando diretamente vinculada ao grau de subdesenvolvimento do país.

De acordo com dados absolutos sobre a incidência e mortalidade por câncer do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo do útero foi responsável pela morte de 3.693 mulheres no Brasil em 1998. Para 2001, as Estimativas sobre Incidência e Mortalidade por Câncer prevêem 3.725 novos óbitos.

Fatores de Risco

Vários são os fatores de risco identificados para o câncer do colo do útero. Os fatores sociais, ambientais e os hábitos de vida, tais como baixas condições sócio-econômicas, atividade sexual antes dos 18 anos de idade, pluralidade de parceiros sexuais, vício de fumar (diretamente relacionado à quantidade de cigarros fumados), parcos hábitos de higiene e o uso prolongado de contraceptivos orais são os principais.

Estudos recentes mostram ainda que o vírus do papiloma humano (HPV) e o Herpesvírus Tipo II (HSV) têm papel importante no desenvolvimento da displasia das células cervicais e na sua transformação em células cancerosas. O vírus do papiloma humano (HPV) está presente em 99% dos casos de câncer do colo do útero.

Prevenção

Apesar do conhecimento cada vez maior nesta área, a abordagem mais efetiva para o controle do câncer do colo do útero continua sendo o rastreamento através do exame preventivo. É fundamental que os serviços de saúde orientem sobre o que é e qual a importância do exame preventivo, pois a sua realização periódica permite reduzir em 70% a mortalidade por câncer do colo do útero na população de risco. O Instituto Nacional de Câncer tem realizado diversas campanhas educativas para incentivar o exame preventivo tanto voltadas para a população quanto para os profissionais da saúde.

Exame Preventivo

O exame preventivo do câncer do colo do útero - conhecido popularmente como exame de Papanicolaou - é indolor, barato e eficaz, podendo ser realizado por qualquer profissional da saúde treinado adequadamente, em qualquer local do país, sem a necessidade de uma infra-estrutura sofisticada. Ele consiste na coleta de material para exame na parte externa (ectocérvice) e interna (endocérvice) do colo do útero. O material coletado é afixado em lâmina de vidro, corado pelo método de Papanicolaou e, então examinado ao microscópio.

Para a coleta do material introduz-se um espéculo vaginal e procede-se à escamação ou esfoliação da superfície externa e interna do colo através de uma espátula de madeira e de uma escovinha endocervical. A coleta endocervical nas gestantes pode ser realizada, mas deve ser evitada.

A fim de garantir a eficácia dos resultados, a mulher deve evitar relações sexuais, uso de duchas ou medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nos dois dias anteriores ao exame e não submeter-se ao exame durante o período menstrual.

Quando Fazer o Preventivo?

Toda a mulher que têm ou já teve atividade sexual deve submeter-se a exame preventivo periódico, especialmente dos 25 aos 59 anos de idade. Inicialmente o exame deve ser feito a cada ano. Se dois exames anuais seguidos apresentarem resultado negativo para displasia ou neoplasia, o exame pode passar a ser feito a cada três anos.

O exame também deve ser feito nas seguintes eventualidades: período menstrual prolongado, além do habitual, sangramentos vaginais entre dois períodos menstruais, ou após relações sexuais ou lavagens vaginais.

O exame deve ser feito dez ou vinte dias após a menstruação, pois a presença de sangue pode alterar o resultado. Mulheres grávidas também podem realizar o exame. Neste caso, são coletadas amostras do fundo-de-saco vagina posterior e da ectocérvice, mas não da endocérvice, para não estimular contrações uterinas.

Sintomas

Quando não se faz prevenção e o câncer do cólo do útero não é diagnosticado em fase inicial, ele progredirá, ocasionando sintomas. Os principais sintomas do câncer do colo do útero já localmente invasivo são o sangramento no início ou no fim da relação sexual e a ocorrência de dor durante a relação.


PESQUISE PREÇOS DE MEDICAMENTOS AGORA!

 

CÂNCER DE OVÁRIO

O câncer de ovário é o mais difícil de ser diagnosticado, tornando-se assim o mais perigoso: quando descoberto é letal em 70% dos casos. Embora não seja o que mais mata em termos relativos - o câncer genital com maior taxa de mortalidade é o do colo do útero - esta neoplasia também faz muitas vítimas.

Fatores de Risco

As mulheres que apresentam diagnóstico de câncer de mama ou intestino, ou têm parentes próximos com esses tipos de cânceres são propensas a desenvolver o câncer de ovário. As mulheres que nunca tiveram filhos também têm mais chances de desenvolver a doença. Nesse caso, a ovulação é incessante, e portanto a possibilidade de haver problemas no ovário é maior. Já a gravidez e a menopausa produzem o efeito contrário: reduzem o risco deste tipo de câncer. A amamentação também protege a mulher contra o câncer de ovário.

A presença de cistos no ovário, bastante comum entre as mulheres, não deve ser motivo para pânico. O perigo só existe quando eles são maiores que 10cm e possuem áreas sólidas e líquidas. Nesse caso, quando detectado o cisto, a cirurgia é o tratamento indicado.

Prevenção

As mulheres devem estar atentas aos fatores de risco e submeterem-se depois dos 40 anos de idade a exames pélvicos periódicos e completos (médico e ultra-sonográfico). O chamado exame preventivo não detecta o câncer de ovário, já que é específico para detectar o do colo do útero.

Tratamento

Se a doença for detectada no início - especialmente nas mulheres mais jovens - é possível remover somente o ovário. Normalmente a operação é feita com um corte longitudinal longo. Os tumores menores são mais fáceis de curar. Quando o câncer de ovário é diagnosticado no início, quando ainda estiver localizado, o índice de sobrevida é de 90%. Esta taxa, para todos os estágios da doença, cai para 42%, porque somente 23% de todos os casos são detectados na fase inicial

PESQUISE PREÇOS DE MEDICAMENTOS AGORA!

 

CÂNCER DE MAMA


O câncer de mama é o responsável dentre os cânceres pelo maior número de óbitos em mulheres. Seu impacto é enorme tanto com relação a seu grau de letalidade como em relação as alterações da sexualidade, auto-imagem e auto-estima, bem como gastos impotantes relativos ao tratamento e perda da produtividade destas mulheres.


Embora sejam raros os casos abaixo de trinta e cinco anos, após essa faixa, o aparecimento de novos casos aumenta progressivamente, tanto em países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), entre as décadas de 60 e 70 houve um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência da doença, sob influência de diversos fatores, sobretudo o aparecimento de melhores sensos e notificações, mas também os diversos hábitos contemporâneos.

Segundo a Sociedade Americana de Cancerologia, uma em cada dez mulheres tem probabilidade de vir a desenvolver um câncer de mama. Os números brasileiros para o início de 1999 foram, segundo o Instituto Nacional do Câncer, do Ministério da Saúde, da ordem de 32.695 novos casos, podendo ter chegado a 34.000, com um índice de mortalidade em torno de 8.000 óbitos. A grande maioria dos casos (50 a 60%), lamentavelmente é diagnosticada em estados adiantados da doença (estados III e IV), quando a possibilidade e a esperança de um tratamento curativo está esvaziada.

Embora alguns fatores de risco tenham sido já identificados, como história familiar, uso frequente (constante) de álcool, menopausa e gravidez tardia, ainda é a detecção precoce do câncer o melhor fator para impedir o quadro evolutivo desta doença.

Os três meios mais importantes de detecção são a mamografia, recomendada com variações de tempo, dependendo da idade; o exame clínico por profissional de saúde, insubstituível em seu poder de avaliação e o auto-exame da mama, que pode ser feito em casa, mensalmente, e mostrou ser eficaz na detecção de tumores menores e com menos afecção de gânglios circunvizinhos.

Em mulheres que praticam o auto-exame de mama, demonstrou-se que o tempo de sobrevida em cinco anos foi 18% maior no grupo que pratica corretamente o auto-exame.

Após o diagnóstico, começa a difícil fase do tratamento, onde embora estejam depositadas as possibilidades de cura e de uma qualidade de vida melhor e mais digna, a mulher encontra dúvidas, ansiedades, medos, e o desconforto muitas vezes presente das manipulações cirúrgicas, radiológicas e medicamentosas.

AUTO-EXAME DA MAMA


O QUE É O AUTO-EXAME?

É o exame das mamas efetuado pela própria mulher. É conhecendo suas mamas que você pode verificar qualquer alteração.

QUANDO FAZER?

Faça o auto-exame uma vez por mês.
A melhor época é logo após a menstrução. Para as mulheres que não menstruam mais, o auto-exame deve ser feito num mesmo dia de cada mês, como por exemplo todo dia 15.

O QUE PROCURAR?

Diante do espelho:

Deformações ou alterações no formato das mamas
Abaulamentos ou retrações
Ferida ao redor do mamilo
No banho ou deitada:
Caroços nas mamas ou axilas
Secreções pelos mamilos

COMO EXAMINAR SUAS MAMAS?


Diante do espelho:

Eleve e abaixe os braços.
Observe se há alguma anormalidade na pele, alterações no formato, abaulamentos ou retrações.


Durante o banho:

Com a pele molhada ou ensaboada, eleve o braço direito e deslize os dedos da mão esquerda suavemente sobre a mama direita estendendo até a axila.
Faça o mesmo na mama esquerda.

 

 

Deitada:

Coloque um travesseiro debaixo do lado esquerdo do corpo e a mão esquerda sob a cabeça. Com os dedos da mão direita, apalpe a parte interna da mama. Inverta a posição para o lado direito e apalpe da mesma forma a mama direita.

 

Com o braço esquerdo posicionado ao lado do corpo, apalpe a parte externa da mama esquerda com os dedos da mão direita.

 

 

A T E N Ç Ã O:

Caso você encontre alguma das anormalidades citadas, lembre-se que é importante procurar um serviço médico: os ambulatórios, postos e centros de saúde pública podem ajudá-la. Quanto mais cedo melhor!

Além disso, caso você, por qualquer motivo, procurar seu médico, peça-lhe para que examine também suas mamas. E se for solicitada uma mamografia, exiga o selo de qualidade no relatório do seu exame. Este é a garantia de um exame confiável.

PESQUISE PREÇOS DE MEDICAMENTOS AGORA!

 

CHECK UP


Check Up - Mulheres até 30 anos
EXAME
PESSOAS SEM RISCO
PESSOAS COM RISCO
Exame de vista A cada 2 anos, se você tiver problemas de visão Pelo menos 1 vez ao ano.
Exame Dentário A cada 6 meses até 21 anos, e então pelo menos 1 vez ao ano De acordo com a recomendação do seu dentista
Exame Ginecológico Anualmente para mulheres acima de 18 anos ou segundo recomendações médicas Anualmente
Medição da Pressão Arterial Comece aos 20 anos; depois dos 20, a intervalos de 3 a 5 anos Anualmente
Colesterol sanguíneo Por ocasião de seu primeiro exame médico Se anormal, siga os conselhos do médico
Exame de Cólon Geralmente desnecessário antes dos 20 anos Anualmente, depois dos 20 anos
Exames Completos Duas vezes dos 20 aos 30 anos Anualmente, depois dos 20 anos

 

Check Up - Mulheres entre 30 e 50 anos
EXAME
PESSOAS SEM RISCO
PESSOAS COM RISCO
Exame de vista A cada 2 anos, se tiver boa visão, comece aos 40 anos Por volta de 1 vez ao ano
Exame Dentário Pelos menos 1 vez ao ano De acordo com a recomendação do seu dentista
Mamografia Uma vez entre os 35 e 40 anos; a cada 1 ou 2 anos entre os 40 e 50 A cada 1 ou 2 anos, começando aos 35 anos

Exame Ginecológico

Uma vez a cada 1 ou 3 anos Anualmente
Medição da Pressão Arterial Uma vez a cada 3 a 5 anos Anualmente
Colesterol sanguíneo Depende dos resultados anteriores Se normal, repita a cada 3 a 5 anos Se anormal, siga as recomendações do seu médico

Exame de Cólon

Anualmente a partir dos 40 anos A cada 3 ou 5 anos