ANDROPAUSA
Tanto o termo Andropausa quanto CLIMATÉRIO MASCULINO, podem ser ambos clinicamente inadequados. Na menopausa, de onde se faz a analogia com Andropausa, ocorre invariavelmente a falência dos ovários e o fim do ciclo reprodutivo da mulher. No homem, com o avançar da idade, diminui a produção de vários hormônios, principalmente dos chamados esteróides sexuais. O que realmente existe é uma síndrome caracterizada por deficiência. Mas, como o termo já adquiriu status de verdade creio podermos usá-lo sem maiores prejuízos da ciência.
No homem, a chegada do envelhecimento físico pode vir junto com a falta desejo sexual, esta última muito ligada ao fator psicológico e, em alguns casos, à diminuição da produção de testosterona, o hormônio sexual masculino. Essa fase pode ser chamada de Andropausa.
A Andropausa não é igual para todos os homens, mas todos experimentam alguma diferença no modo de sentir a vida a medida em que a velhice vai chegando. Embora a idade seja a causa da Andropausa, os homens mais emotivos, menos autoconfiantes e seguros de si estão mais predispostos aos efeitos da apatia.A produção do hormônio testosterona costuma diminuir, de forma discreta, quando os homens ultrapassam os 50 anos. Isso é fisiológico e natural. Depois dos 40 anos, a testosterona começa a diminuir cerca de 1% ao ano, entretanto, quando essa queda é mais acentuada, o fenômeno leva o nome de Andropausa e alguns homens podem apresentar problemas.
Portanto, a Andropausa seria o resultado das disfunções sexuais e os problemas físicos provocados pela diminuição do nível de testosterona que atinge homens com mais de 50 anos.O “climatério masculino”, ou Andropausa, foi descrito pela primeira vez em 1939, onde se caracterizou como o declínio da testosterona plasmática em homens acima de 50 anos. A partir dos anos sessenta, inúmeros trabalhos científicos confirmaram estas descobertas e identificaram uma redução da perfusão sanguínea (fluxo) nos testículos, com redução significativa da síntese de testosterona.
A Andropausa é a versão masculina da menopausa na mulher e, neste período do envelhecimento, o homem é marcado por mudanças fisiológicas e psicológicas. Mas, por maior que seja a queda da testosterona no homem, ela não se compara à queda dos hormônios femininos na mulher na menopausa. No homem os sintomas se instalam lenta e progressivamente, diferentemente da menopausa na mulher.
Nessa fase, em 15% dos casos surgem sintomas como perda de interesse sexual, problemas de ereção, falta de concentração, queda de pêlos, aumento de peso, irritabilidade e insônia, entre outros. O medo de enfrentar desafios, seja na vida particular ou profissional, é um dos sintomas mais comum.Quando é a insônia que mais importuna o paciente, deve ser tratada, quando são os distúrbios de ereção, é isso que deve receber tratamento, ou a depressão, o ganho de peso e assim por diante.
A Testosterona, o Hormônio MasculinoOs hormônios masculinos são produzidos, na sua maior parte, nos testículos e pequena porção nas glândulas supra-renais. A regulação da produção desses hormônios depende da integridade do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, um sistema que integra o hipotálamo no cérebro, a glândula hipófise, também no cérebro e as gônadas.
A testosterona é o mais importante hormônio masculino e o homem adulto produz aproximadamente 7mg de testosterona todos os dias. No exame de sangue essa produção é constatada normal quando o nível de testosterona está entre 300 e 1.000 ng/dL (nanograma por decilitro). Entre o período da manhã e noturno existem variações na produção de testosterona, sendo à noite os menores níveis.
A produção de testosterona pode ainda ser alterada por várias condições clínicas, tais como uso de alguns medicamentos, obesidade, doenças hepáticas, doenças renais e doenças de algumas glândulas, principalmente da tireóide, diabetes, por doenças coronarianas, depressão e até pelo tabagismo (Referência)A testosterona facilita e promove o crescimento e a virilização do homem, estando associada às mudanças na composição corporal, como a distribuição de pêlos na face, tórax e na região púbica, aumento da massa muscular e funções sexuais. Existem grandes variações individuais na produção hormonal e variações com a idade. No sangue, a testosterona está circulando geralmente ligada às proteínas (globulinas).Na adolescência a testosterona é responsável pelas características sexuais, como o desenvolvimento do pênis, o aumento dos pelos, as mudanças da voz e o aumento da massa muscular. Com a diminuição ou falta da testosterona surgem os sintomas da Andropausa (abaixo).
Em torno dos 55 anos, às vezes até mesmo antes, começa a perda de libido e o interesse sexual diminui ou desaparece. Apesar do homem ainda ter ereção peniana sua vontade de sexo está prejudicada. Mais tarde surge também a dificuldade em ter ou manter a ereção, juntamente com alterações de humor, irritabilidade, sintomas depressivos e alterações da memória, entre outros.
Tal como acontece nas mulheres, por volta dos 35-40 anos o homem também passa a ter maior propensão para engordar e, com a Andropausa, essa tendência se agrava. Mas o aumento de peso na Andropausa se deve ao aumento da gordura corporal, havendo simultaneamente uma maior perda de massa muscular. Essa perda muscular se agrava ainda mais pela falta de atividade física.Além da diminuição do desejo sexual também sofre diminuição a disposição mental e disposição para o trabalho. O déficit de Testosterona no cérebro leva também a constantes episódios depressivos, dando a sensação de que a vitalidade se reduz a cada dia que passa.
Sintomas da Andropausa
Aumento da proporção de gordura corporal Diminuição da massa muscular Tendência à anemia Tendência à osteoporose Perda de interesse sexual Dificuldade de ereção Dificuldade de concentração Problemas de memória Apatia e depressão Queda de pêlos Aumento de peso Irritabilidade InsôniaA influência da Testosterona se faz sentir em muitos órgãos e funções do organismo. Vejamos algumas delas:
PróstataEstudos epidemiológicos têm relacionado os andrógenos (principalmente a testosterona) com o desenvolvimento do câncer da próstata. Alguns desses estudos constatam que jovens negros do sexo masculino têm níveis séricos de testosterona maiores do que os jovens de raça branca. As diferenças raciais detectadas entre esses grupos de homens americanos em relação ao metabolismo da testosterona, paralelamente às diferenças raciais detectadas quanto à mortalidade e maior incidência de câncer da próstata, sugerem, que ao menos uma parte dessas diferenças se deva à magnitude da testosterona endógena.
Os andrógenos (principalmente a testosterona) promovem o desenvolvimento e o crescimento prostático através dos níveis hormonais crescentes durante a puberdade. Sabe-se que os andrógenos estão envolvidos no desenvolvimento dos tumores prostáticos benignos (hipertrofia prostática benigna), sendo também constatado, estatisticamente em autópsias, que há correlação positiva entre o volume prostático e a idade.Por outro lado, a privação de andrógenos causa a morte de células tumorais na maioria dos tumores da próstata, principalmente dos tumores derivados do epitélio glandular e que crescem por estimulação da testosterona. Também existem fortes evidências de que os andrógenos estimulam o crescimento de câncer pré-existente da próstata, mas é fato desconhecido e inconsistente se a concentração da testosterona no tecido prostático inicia realmente o desenvolvimento do câncer da próstata.
Também já se sabe que níveis aumentados de andrógenos não aumentam o PSA, que é a enzima que aumenta quando existe câncer de próstata. A literatura evidencia o desenvolvimento do câncer da próstata em atletas e pessoas que estão realizando fisiocultura corporal (aumento da massa muscular) após a utilização de esteróides anabolizantes.Mas, como se não bastasse essa confusão, também se sabe que muitos homens com testosterona baixa, PSA normal e toque prostático normal, podem ser portadores de câncer oculto e latente da próstata, o qual poderá se desenvolver com o uso abusivo e sem orientação médica de testosterona.Os níveis de andrógenos podem influenciar no desejo e na fantasia sexual durante o desenvolvimento e a vida adulta. Libido, humor e funções do conhecimento e da percepção (fatores cognitivos)
ComportamentoEstudos demonstram que a testosterona exerce uma significativa influência na libido e da função sexual. Em homens com deficiências de testosterona demonstradas laboratorialmente, a reposição da mesma tem aumentado a ousadia, o interesse e a melhoria do comportamento e do desempenho sexual.Por outro lado, a correlação entre os níveis de testosterona e o comportamento agressivo permanece controvertida com as informações atuais da literatura. Mas, os pacientes com distúrbios psiquiátricos e deficiência de andrógenos, quando os mesmos são administrados (reposição), apresentam de melhoria da disposição, performance energética, melhoria da memória, da auto-imagem corporal e do bem estar social.
Desempenho sexualAinda há muita controvérsia sobre a ação hormonal no desempenho erétil. Homens castrados ou hipofunção das gônadas apresentam grandes períodos de desinteresse, queda da libido e impossibilidade de apresentar uma ereção peniana normal.
Vários estudos demonstram que os andrógenos não são absolutamente essenciais para o desempenho sexual e função erétil. Isto está evidenciado em homens com baixos níveis de testosterona e bom desempenho sexual e erétil. Entretanto, homens com baixos níveis de testosterona plasmática e baixa performance sexual podem melhorar a função e o desempenho quando são tratados com terapia de reposição hormonal.
A maioria dos homens normais apresenta ereção peniana noturna. Isso acontece numa freqüência de três a cinco ereções no período noturno, com duração de 25 a 35 minutos cada uma. Em pessoas com decréscimo da ereção peniana noturna, estudos monitorados têm evidenciado uma significante melhora dessa função erétil durante as terapias com a reposição hormonal.
Estudos e investigações recentes têm demonstrado que a ereção peniana noturna e a estimulação visual erótica são testosterona dependente, melhorando com esse hormônio a habilidade de iniciar as ereções, a rigidez e a duração.
ReproduçãoOs andrógenos estimulam a diferenciação pré-natal e o desenvolvimento puberal dos testículos, epidídimo, pênis, vesícula seminal e próstata. A testosterona é um fator regulador do crescimento e desenvolvimento das células testiculares, interferindo no fluxo sanguíneo e na produção do fluido seminal.A espermatogênese (produção de espermatozóides), é dependente dos níveis testiculares de testosterona. Entretanto, a terapia com altas doses de testosterona pode inibir, na hipófise, fatores de liberações da gonodotrofina endógena e causar, nas gônadas, diminuição do número ou mesmo ausência de espermatozóides.
Os estudos sobre o Tratamento de Reposição Hormonal para a mulheres menopáusicas ou pré-menopáusicas tem sido estudado há mais tempo que seu correspondente masculino. Esse privilégio deveu-se, sobretudo, a forma clássica e abrupta com que os sintomas da menopausa se apresentam.
Na falta de hormônios, a mulher pára de menstruar, começa o ressecamento da pele e das mucosas, o cabelo fica sem vida e, muitas vezes com aumento da queda, há mudanças repentinas de humor, depressão, ondas de calor, obesidade, flacidez na pele e músculos, passa a ter dificuldade nas relações sexuais devido ao ressecamento da vagina, enfim, uma série de sintomas e sinais clínicos que vão surgindo muito visivelmente.
Essas alterações, que na mulher culmina com a Menopausa, a qual pode ter início por volta dos 45 anos de idade. Já no homem, a Andropausa apresenta sintomas mais vagos e variados, desde a perda do tônus muscular, sintomas depressivos e desinteresse sexual. Esses sintomas ocorrem mais tardiamente, em relação às mulheres. Ela começa a surgir por volta dos 50-55 anos. Felizmente, com os avanços da Medicina e a descoberta da Terapia de Reposição Hormonal Masculina é, ao menos, possível retardar essa evolução incômoda.
A Andropausa, ao contrário da Menopausa, não traz o fim da fertilidade para o homem, apenas uma redução dela devido à menor produção de espermatozóides, mas também tem sintomas incômodos, apesar de mais sutis que os da mulher.
Tanto para os homens que ainda já apresentam os sintomas quanto para aqueles que desejam fazer a prevenção da Andropausa, existe a Terapia de Reposição Hormonal Masculina. Esta tem sido mais segura com a forma de aplicação transdérmica, através de gel, cremes ou adesivos cutâneos (Referência).Além da a Terapia de Reposição Hormonal é necessário fazer uma suplementação de vitaminas, sais minerais e oligoelementos, para melhorar a atividade mental, de antioxidantes e aminoácidos que ajudarão a liberar neurotransmissores cerebrais, melhorando o interesse sexual e o prazer em geral pela vida.Através da Terapia de Reposição Hormonal Masculina os níveis hormonais podem ser restabelecidos, melhorando a irritabilidade, a depressão e proporcionando a vontade de ser novamente produtivo. O homem que faz o tratamento volta a ter mais energia, força física e mental e vida sexual mais satisfatória.
Tanto para a mulher como para o homem, a Terapia Ortomolecular tem que ser valorizada, individualizada e só deve ser prescrita por Médico Especialista. Este, avaliar o estado psicoemocional do paciente e fazer um estudo pormenorizado de exames laboratoriais, incluindo exames ortomoleculares (Referência).
As contra indicações para Terapia Hormonal Masculina seriam a suspeita ou caso confirmado de câncer de próstata ou de mama, níveis de testosterona normais e insuficiência hepática.
A Polêmica dos Hormônios
A reposição hormonal masculina e a abordagem da Andropausa tem sido um tema polêmico e controverso nos últimos anos. Vários parâmetros têm sido analisados para definir a necessidade de reposição hormonal e os reais benefícios da terapia.
A tendência em melhorar as condições de vida do idoso, o apelo social para atividade sexual e o interesse em realizar a reposição hormonal têm contribuído muito para melhor entendimento do sistema endócrino e da inteiração fisiológica dos sistemas hormonais do homem.
O interesse pelas terapêuticas do homem idoso com alterações da libido, portador de disfunção erétil, alterações da massa óssea e muscular, alterações da memória e funções cognitivas (conhecimento e percepção) estão revolucionando a pesquisa, a discussão e o entendimento da Andropausa.
A reposição hormonal estimula a produção de hemácias (glóbulos vermelhos do sangue) mas, por outro lado, aumenta a agregação plaquetária, facilitando a formação de coágulos.Os andrógenos costumam exercer importante ação nas gorduras das pessoas. Assim, após a puberdade eles provocam o decréscimo do colesterol HDL, que é a fração boa do colesterol e, ao mesmo tempo, aumentam triglicérides e colesterol LDL, que é a fração ruim. É por isso que alguns investigadores têm referido que a supressão de testosterona aumenta a concentração de HDL, melhorando assim o perfil das gorduras, já que o DHL é a fração boa.
Todo paciente com suspeitas de alterações hormonais e interessados na administração de reposições deverá ser rigorosamente investigados por clínicos, endocrinologistas e urologistas. Segundo Gilvan Neiva Fonseca, pacientes com perda da libido, persistente disfunção erétil, queda no desempenho físico e intelectual deverão se submeter a uma completa análise urológica, pois apenas 1 a 2% da disfunção erétil é atribuída a problemas hormonais.A reposição hormonal está corretamente indicada para homens com hipogonadismo (baixa função hormonal testicular) ou com evidências clínicas e laboratoriais de alterações hormonais. Esses pacientes devem ser amplamente esclarecidos sobre os riscos e benefícios da terapia, para uma melhor qualidade de vida.
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O sistema reprodutor masculino é composto pelos testículos, que são responsáveis pela produção dos espermatozóides e hormônios; ductos denominados canal deferente e ducto ejaculatório que armazenam, conduzem e alimentam os espermatozóides; glândulas que contribuem para a produção do sêmen; o pênis e a uretra através da qual o sêmen (líquido que contém os espermatozoídes) é propelido para fora do organismo.
- Pênis
Parte do sistema reprodutor masculino responsável pela copula, instrumento no qual os espermatozóides são ejaculados no interior do aparelho reprodutor feminino. Consiste de corpo cilíndrico coberto por pele relativamente frouxa, com a extremidade expandida, formando a glande. A pele continua ao redor da glande, identificada como o prepúcio.O pênis é formado por três corpos cilíndricos (dois corpos cavernosos e um esponjoso), cada um dos quais é envolvido por uma bainha de tecido conjuntivo que está coberta de pele. Têm sua origem no tecido conjuntivo ricamente vascularizado chamado tecido erétil, e apresenta diversos cavidades esponjosas que se enchem de sangue durante a estimulação sexual, promovendo o seu enrijecimento e alongamento/ereção. Os dois corpos cilíndricos dorsais são chamados corpos cavernosos do pênis. O corpo ventral é denominado corpo esponjoso do pênis e inclui a uretra no seu interior.
Testículos e EscrotoOs testículos são órgãos responsáveis pela produção de espermatozóides (espermatogênese). Encontra-se localizados numa bolsa coberta de pele denominada de escroto. Cada testículo tem uma forma oval revestido por uma capsula de tecido conjuntivo nomeada túnica albugínea. Invaginações desta túnica formam septos que dividem o testículo em câmaras ou lóbulos. Cada câmara acondiciona uma série de túbulos seminíferos, onde se localizam as células germinativas em vários estágios de desenvolvimento.
SêmenO sêmen é uma mistura de espermatozóides dos testículos e fluidos das vesículas seminais, da próstata e das glândulas bulbouretrais. A secreção das vesículas seminais contribui com cerca de 60% do total do sêmen. Este serve como forma de alimentação para os espermatozóides e os estimula para tenham mobilidade.
Cada ejaculação tem volume de 2 a 4 ml e contém ao redor de 300 milhões de espermatozóides. Embora o óvulo seja fertilizado por apenas um espermatozóide, muitos devem estar presentes para que a fertilização ocorra. Existe um limitante quando o número de espermatozóides numa ejaculação é menor do que 5 milhões dificultando ou impedindo a possibilidade de fecundação. O sêmen é ligeiramente alcalino (pH 7,5). Através desse controle do pH pela alcalinidade presente no líquido que protege os espermatozóides do pH ácido do canal da vagina, essa proteção é fruto em grande parte ao líquido produzido pela próstata.
EpidídimoO epidídimo é formado por um grupo de túbulos seminíferos e se encontra na parte superior do testículo e se ligam ao canal deferente, que e formado por músculos lisos que se contraem durante a ejaculação, conduzindo os espermatozóides pelo ducto deferente. Durante o transporte pelo epidídimo, os espermatozóides continuam com o processo de maturação sem o qual ficariam comprometidos, sem movimento e não férteis quando introduzidos no aparelho reprodutor feminino.
Ducto DeferenteO ducto deferente é formado pela continuação do epidídimo. Onde cada ducto deferente é apresentado por um tubo retilíneo que passa ao longo da face posterior do testículo, medialmente ao epidídimo, e sobe através do escroto junto com vasos e nervos constituindo o cordão espermático que segue em direção ao anel inguinal superficial e prossegue medialmente em direção à próstata.
Vesículas SeminaisAs vesículas seminais são formadas por 02 bolsas membranosas que se encontram lateralmente aos ductos deferentes na face posterior inferior da bexiga urinária. O ducto excretor de cada vesícula seminal se unem com o ducto deferente para constituir o ducto ejaculatório. Estes são conduzidos através da próstata e ligam-se na uretra logo abaixo do ponto de saída da bexiga. Contrações dos ductos ejaculatórios impelem os espermatozóides provenientes do ducto deferente e as secreções das vesículas seminais para a uretra. As vesículas seminais produzem um líquido viscoso que colabora na formação do sêmen, de fundamental importância para a vitalidade do espermatozóide.
PróstataA próstata, com aproximadamente 4 cm de diâmetro, encontra-se próxima da superfície inferior da bexiga urinária e se comunica na parte posterior com o reto. Produz um líquido leitoso e alcalino, que colabora com a formação do sêmen.
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O que é Disfunção Erétil?Disfunção erétil (alteração no processo normal de ereção peniana), é hoje o termo considerado mais apropriado para o que antes chamávamos impotência sexual.
Disfunção erétil é a incapacidade persistente de se obter ou de manter a ereção peniana adequada para a penetração vaginal.Dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), sugerem que 30% da população economicamente ativa manifesta algum tipo de DE (Disfunção Erétil), o que no Brasil representa cerca de 11 a 15 milhões de homens.
Em São Paulo, um questionário distribuído durante a II Semana de Detecção do Câncer de Próstata, em 1999, revelou que 12% dos homens entre 41 e 50 anos, 18% entre 51 e 60 anos, 30% entre 61 e 70 anos e 52% com mais de 71 anos disseram estar insatisfeitos com sua ereção e desempenho sexual.
Entendendo a Disfunção ErétilPara que possamos entender melhor a disfunção erétil, é importante que tenhamos algumas noções sobre a anatomia e o funcionamento do pênis.
O pênis é composto de duas estruturas cilíndricas chamadas de corpos cavernosos e um corpo esponjoso. O interior destes cilindros é semelhante a uma esponja e tem capacidade (espaço) para se encher ou esvaziar de sangue.
Em estado de flacidez, os corpos cavernosos estão quase vazios, já que recebem apenas um pequeno suprimento de sangue, suficiente para nutrir os tecidos penianos. Mediante um estímulo, por exemplo um estímulo sexual, o pênis recebe um aporte maior de sangue, enchendo os corpos esponjosos que se tornam túrgidos e o pênis então entra em ereção.
O terceiro cilindro é o corpo esponjoso, através do qual passa a uretra que é o canal que leva a urina da bexiga para o meio externo, porém não tem tanta importância para o mecanismo de ereção.
CausasVistos os mecanismos responsáveis pela ereção, podemos compreender que alterações físicas destes tecidos, ou doenças que alterem o funcionamento adequado destes mecanismos, podem ocasionar problemas no processo de ereção.
Por outro lado, alterações emocionais também influenciam no funcionamento destes mecanismos, donde podemos concluir que a disfunção erétil pode ser decorrente de causas orgânicas (alterações físicas), causas psicogênicas (alterações emocionais) ou mistas, onde fatores físicos e emocionais atuam conjuntamente.
A disfunção erétil de causa emocional é bastante frequente e uma série de fatores influenciam no seu aparecimento: desde características de personalidade, passando pelo stress, o trabalho, as circunstâncias em que se dão as relações sexuais, até transtornos relacionados à ansiedade, doenças depressivas e outros transtornos psiquiátricos.
A própria condição machista da sociedade ainda obriga o homem a ser uma "máquina na cama", criando muitas vezes uma situação de ansiedade que favorece o surgimento de dificuldades sexuais.
A disfunção erétil de causa orgânica, por sua vez, está associada a uma série de condições e doenças físicas como: doenças ou alterações vasculares, distúrbios neurológicos, doenças que causam alterações hormonais ou lesões orgânicas localizadas no próprio pênis (principalmente no corpo cavernoso).
Podemos citar alguns exemplos:
Doenças Arteriais: a doença arterial oclusiva por arteriosclerose ou trauma vascular pélvico diminui o suprimento de sangue para o pênis. Neurogênicas: enfermidades ou condições que afetam o sistema nervoso, como alcoolismo, esclerose múltipla, e diabetes mellitus podem causar disfunção erétil. Além disso, lesões de medula espinhal, cirurgias e radioterapia pélvica destroem fibras nervosas, com prejuízo da ereção. Doença Hormonal: patologias que levam ao hipoandrogenismo /diminuição da testosterona (o hormônio masculino): tumores, hiperprolactinemia, o uso de determinados medicamentos, alterações de hormônios tireoidianos. Alteração Tecidual: a integridade dos corpos cavernosos é fundamental na ereção peniana. Alterações nos tecidos, como por exemplo nos idosos, lesões arteriais, trauma do pênis, priapismo (ereção patológica, prolongada e dolorosa), ou outras doenças do pênis podem alterar o tecido peniano levando à disfunção erétil. Provocada por drogas: alguns fármacos podem ocasionar disfunção erétil. Os mais conhecidos são alguns hipotensores, ansiolíticos e a cimetidina.Fatores de risco
Há fatores que são considerados fatores de risco para a disfunção erétil pois estão associados de alguma maneira com o aparecimento de disfunção erétil, direta ou indiretamente. Vejamos alguns destes fatores.
- Diabetes mellitus
A incidência de disfunção erétil em pacientes diabéticos tem sido estimada entre 10 e 75%, sendo maior em diabéticos idosos.
sa lesões vasculares (nos vasos) e neurológicas (lesões nos nervos, dentre eles aqueles que conduzem os estímulos para a ereção).
Como vimos, a ereção envolve mecanismos vasculares e neurológicos, por isso as lesões causadas pelo diabetes podem contribuir ou até ser causa exclusiva de DE.
- Hipercolesterolemia
Níveis altos de colesterol e de triglicerídeos e baixas taxas de HDL (o "colesterol bom"), são freqüentemente associadas ao desenvolvimento de DE.
A hipercolesterolemia gera a arteriosclerose, que ocasiona problemas nos vasos do coração (doença coronariana), do cérebro (AVC ou "derrame"), dos rins, e também dos vasos do pênis; provocando então problemas de ereção.
Doenças cardiovascularesInfarto do miocárdio, cirurgia cardíaca, acidentes vasculares cerebrais derrames, doenças vasculares e hipertensão arterial, podem ocasionar DE.
Hipertensão ArterialA hipertensão arterial por si só pode levar à DE. Por outro lado, medicações utilizadas para tratá-la são conhecidos causadores de DE, como a alfametildopa, clonidina, reserpina, propanolol, e outros betabloqueadores, hidralazina e os diuréticos causam problemas sexuais que vão desde a diminuição da libido até a disfunção eretiva em porcentagens variáveis.
É possível que a normalização da pressão arterial leve a um hipofluxo genital funcional que poderia dificultar a ereção. Este fato explicaria porque inúmeras drogas anti-hipertensivas podem causar DE.
Tabagismo (fumo)O tabagismo é uma causa freqüente de DE. O fumo é um conhecido causador de arteriosclerose, causando lesão direta das artérias além de diminuição das taxas de HDL-C e vasoconstrição periférica.
CirurgiasAs cirurgias pélvicas radicais como cirurgias de bexiga, próstata e reto podem gerar lesões que alteram o funcionamento dos nervos que conduzem os estímulos para a ereção, e então figuram como fatores de risco para DE.
MedicamentosOs medicamentos são responsáveis por cerca de 25% das DEs.
Além dos hipotensores, os agentes psicotrópicos - antipsicóticos, ansiolíticos, antidepressivos, causam distúrbios associados à libido, função erétil e ejaculação.
Medicamentos antiandrogênicos (que atuam contra determinados hormônios) como a ciproterona, flutamida, finasterida,também associam-se a DE.
Alcoolismo/drogasO consumo excessivo de álcool, maconha e cocaína podem causar DE.
Doenças renaisAlgumas doenças renais crônica, também aparecem como fator que pode se associar à DE.
Como Tratar:
O arsenal terapêutico para tratamento da disfunção erétil aumentou consideravelmente nas duas últimas décadas.
A conscientização pública quanto às opções de tratamento também cresceu e o tratamento da disfunção erétil representa um segmento considerável da clínica urológica geral.
A possibilidade de tratamento da disfunção erétil com uma droga de fácil administração, baixo custo, eficaz e com mínimas reações adversas é o principal objetivo tanto dos pacientes quanto dos médicos.
Grande número de fármacos tem sido proposto ultimamente, alguns com resultados satisfatórios, outros não e alguns ainda em fase de pesquisa.
O arsenal terapêutico atualmente disponível para o tratamento da disfunção erétil compõe-se de uma diversidade de alternativas que incluem:• psicoterapia;
• terapia comportamental;Estas duas modalidades acima são aplicadas por profissionais especializados em tratamentos psicológicos como psiquiatras e psicólogos.
• reposição hormonal (medicamentos compostos de hormônios);
• drogas de uso intrauretral (aplicadas através da introdução de um dispositivo que ejeta a droga no terço distal da uretra, após a micção);
• injeção intracavernosa (injeções aplicadas no pênis)
• tratamento cirúrgico;
• aparelho a vácuo;
• próteses penianas;
• tratamento por via oral.
Os medicamentos orais são atualmente o tratamento de escolha na maioria dos casos. Recentemente têm surgido novas alternativas para o tratamento da disfunção erétil através do uso de medicamentos utilizados por via oral.
Estes novos fármacos revolucionaram o tratamento da DE, pois são de fácil utilização, apresentam bons índices de eficácia e por se apresentarem em comprimido não tiram a espontaneidade das relações sexuais.
Apesar de apresentarem algumas contra-indicações, têm uma tolerabilidade muito boa com baixo índice de efeitos colaterais.
É fundamental que diante de uma suspeita de disfunção erétil se consulte um médico, pois somente ele poderá diagnosticar a existência ou não de DE, e a condução do tratamento, escolhendo e sugerindo o melhor método ou medicamento para o tratamento de cada caso.
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A Incontinência Urinária é uma condição multifatorial que afeta muitas pessoas, em diferentes faixas etárias. Ao mesmo tempo em que era considerada pelos pacientes como uma condição normal do processo de envelhecimento era negligenciada pelos profissionais da área da saúde. Essa condição constrangedora de perda involuntária de urina tem conseqüências avassaladoras na qualidade de vida das pessoas incontinentes, causando muitas vezes marginalização do convívio social, frustrações psicossociais e institucionalização precoce.
É de especial importância aos profissionais da área da saúde o conhecimento prévio de todo o processo fisiológico normal de continência, para que possamos intervir diretamente e de forma conservadora nos cuidados da pessoa incontinente, para tanto, faremos uma breve revisão dos mecanismos fisiológicos normais.
Reflexo da MicçãoÀ medida que a bexiga vai se enchendo de urina, os receptores sensoriais presentes no interior da bexiga percebem o estiramento da parede vesical e ondas de contração vão surgindo, esses sinais sensoriais são conduzidos para os segmentos sacrais da medula espinhal pelos nervos pélvicos, voltando depois, por via reflexa, para a bexiga. À medida que a bexiga continua se enchendo os reflexos de micção tornam-se mais freqüentes mais intensos causando contrações também cada vez maiores do músculo detrusor, num ciclo repetitivo e contínuo, até que a bexiga atinja um alto grau de contração.
Uma vez que o reflexo da micção se torne suficientemente intenso, outro reflexo é desencadeado determinado o relaxamento esfincteriano. Se esta inibição for mais potente no cérebro que os sinais constritores voluntários para o esfíncter externo, ocorrerá a micção; caso contrário, a micção não ocorrerá até que a bexiga se encha ainda mais e a micção reflexa se torne mais intensa.
Fisiologia da MicçãoO ato miccional apesar de aparentemente simples envolve a interação de estruturas complexas como o SNC, SNP e estruturas do trato urinário. A interação entre essas estruturas estabelece um equilíbrio coordenado e harmônico, determinando a Continência Urinária.
A função vesical acontece em duas fases, ou seja, Fase de Armazenamento ou Enchimento e Fase de Esvaziamento.
A Fase de Armazenamento ocorre quando a bexiga consegue acumular quantidades crescentes de urina em seu interior sem variações significativas de pressão, enquanto os esfíncteres urinários permanecem contraídos, o que estabelece uma pressão intra uretral maior que a pressão vesical.
Essa capacidade de armazenar urinar sem que haja aumentos significativos na pressão é chamado da Complacência Vesical ou Acomodação Vesical.
Nessa fase o músculo detrusor está em repouso, o que permite que isso aconteça. Essa fase é produzida pela estimulação simpática dos receptores beta adrenérgicos dentro da parede vesical, causando relaxamento do detrusor. Ao mesmo tempo a atividade nervosa simpática inibe a atividade parassimpática, promovendo mais ainda, um estado de relaxamento. O relaxamento do detrusor durante a fase de enchimento é o componente-chave para a fase de acomodação vesical. A estimulação simpática de receptores alfa adrenérgicos presente no colo vesical e uretra proximal causam a constrição, com conseqüente aumento da pressão uretral.
O esfíncter externo e os músculos elevadores do ânus servem como suporte para os mecanismos de continência, embora em permanente estado de contração podem contrair-se ainda mais para impedir a perda de urina sob condições de stress, são inervados pelo plexos sacrais e nervos pudendos.
Uma vez que a bexiga atinja sua capacidade máxima (350 - 650 ml), os receptores do interior do músculo detrusor emitem sinais aos centros corticais do cérebro para se iniciar a fase de esvaziamento.
Para iniciar o processo da micção é necessário que o córtex reconheça a repleção vesical (desejo miccional) e decida a melhor hora e momento para desencadear o esvaziamento da bexiga.
A Fase de Esvaziamento acontece com a estimulação da contração do detrusor associada ao relaxamento esfincteriano e dos músculos elevadores do ânus, permitindo que a bexiga elimine seu conteúdo através de uma inversão desse gradiente de pressão, enquanto o córtex inibe o relaxamento simpático da bexiga. A uretra se encurta o que diminui a resistência do fluxo. A bexiga libera seu conteúdo sob controle voluntário dependendo diretamente de uma atividade coordenada da uretra e do músculo detrusor.
A ativação dos receptores colinérgicos parassimpático no músculo detrusor estimula a sua contração e a micção começa.
O reflexo da micção é um reflexo completamente autonômico da medula espinhal, mas pode ser inibido ou facilitado por centros do cérebro.
CLASSIFICAÇÃO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA
Incontinência Urinária de Urgência e Urge-Incontinência
É a presença de contração vesical durante a fase de enchimento desencadeada espontaneamente ou em resposta a estímulos e demonstrada de forma objetiva, quando a paciente tenta inibir a contração. É chamada de Instabilidade em pacientes sem diagnóstico neurológico e de hiperreflexia em pacientes com comprometimento neurológico. Resultando em micções freqüentes e relativamente descontroladas. Esta condição deriva de uma lesão parcial da medula espinhal ou do tronco cerebral que interrompe a maioria dos sinais inibitórios, ou por hipersensibilidade a acetilcolina, aumento das fibras sensitivas na submucosa, ativação dos reflexos medulares, principalmente em pacientes neuropatas e por deficiência ou diminuição do controle inibitório do SNC. Portanto, impulsos facilitatórios passando continuamente ao longo da medula mantém os centros sacrais tão excitáveis que mesmo uma pequena quantidade de urina provoca um reflexo da micção incontrolável, assim promove a micção freqüente, quando a paciente sente forte desejo de urinar e perde urina no trajeto até o banheiro classifica-se como Urge-Incontinência.
A paciente tem sensação de plenitude vesical por diminuição da complacência.
A Incontinência de Urgência pode ser sensitiva ou motora e a diferenciação é feita no exame urodinâmico.
Incontinência Urinária de EsforçoÉ a perda involuntária de urina que surge com aumentos da pressão intra-abdominal, causando problema social ou higiênico para a mulher, na ausência de atividade contrátil do detrusor. Em condições normais o esfíncter da uretra é capaz de impedir a saída de urina por ocasião de aumento acentuado e abrupto da pressão intra-abdominal como em episódios de tosse, espirro ou riso forçado. Na incontinência urinária de esforço ocorre uma perda involuntária de urina quando a pressão vesical excede a pressão uretral máxima, sem que o músculo detrusor tenha se contraído. Pode ser um sintoma (quando a paciente nos relata) pode ser um sinal (quando percebido ao exame físico) ou uma condição (quando vem associado a um diagnóstico urodinâmico específico).
O fator determinante da IUE é a alteração do gradiente de pressão entre a bexiga e a uretra. Essa mudança ocorre por falha no mecanismo esfincteriano extrínseco ou intrínseco da uretra. Assim, a IUE pode ser decorrente de hipermobilidade do colo vesical e/ou insuficiência esfincteriana.
Incontinência Urinária MistaQuando se somam os sintomas da IUE e da Incontinência de Urgência, é necessário analisar a predominância dos sintomas.
FATORES PREDISPONENTES
Parto Vaginal:
Por trauma neuromuscular ao assoalho pélvico e/ou descolamento da fáscia pubocervical, por estiramento ou compressão mecânica dos nervos pélvicos. Lesões causadas mais freqüentemente durante a segunda fase do trabalho de parto.Deficiência Estrogênica:
O trato urinário inferior é rico em receptores de estrogênio, que faz quando são estimulados, um aumento do fluxo sangüíneo do plexo artério-venoso e o fluxo sangüíneo aumentado melhora a coaptação da mucosa uretral e aumenta sua pressão, promovendo a continência. A deficiência de estrogênio pode ser um fator que contribui para a incontinência urinária em mulheres na menopausa.
Tabagismo:
O tabagismo pode agravar a incontinência por vários fatores:
- danos às sustentações uretrais e vaginais pela tosse crônica
- alterações na síntese e na qualidade de colágeno
- contrações do detrusor induzidas pela nicotina do cigarro.
- Efeitos anti-estrogênicos que diminuem a atividade dos receptores adrenérgicos no esfíncter uretral interno.ObesidadeA obesidade piora a condição de incontinência por aumentar a pressão intra-abdominal.
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EpidemiologiaO câncer de próstata representa um sério problema de saúde pública no Brasil, em função de suas altas taxas de incidência e mortalidade. Ele é o segundo mais comum em homens, só sendo superado pelo câncer de pele não melanoma. Segundo as Estimativas de Incidência e Mortalidade Por Câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer, deverão ocorrer 20.820 novos casos de câncer de próstata em 2001.
Em taxa de mortalidade, o câncer de próstata aparece como o quarto tipo mais mortal, tendo sido responsável por 7.140 óbitos em 1998.
Enquanto a incidência está ligada às características demográficas da população, a mortalidade alta é causada pelo retardo do diagnóstico, que favorece a ocorrência de tumores com alta capacidade biológica de invasão local e de disseminação para outros órgãos. Tais tumores são incuráveis quando tratados em fase metastásica.
O câncer de próstata atinge principalmente os homens acima de 50 anos de idade. O aumento de sua incidência na população é também uma decorrência do aumento da expectativa de vida do brasileiro verificada ao longo deste século, cuja tendência é ultrapassar os 70 anos no ano 2020.
Na maioria dos casos, o tumor apresenta um crescimento lento, de longo tempo de duplicação, levando cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ e independe do crescimento normal da glândula, o que faz com que alterações miccionais possam inexistir. Por este motivo, o exame periódico deve ser realizado, mesmo que não existam sintomas, para que o câncer possa ser detectado precocemente, com maiores chances de tratamento e cura.
SintomasOs principais sintomas do câncer de próstata são o hábito de levantar várias vezes à noite para urinar, dificuldades no ato de urinar e dor à micção.
Fatores de RiscoOs antecedentes familiares têm particular importância, pois elevam o risco em três vezes ou mais para os descendentes de doentes de câncer de próstata. Quanto aos fatores ambientais, existem muitas relações possíveis, entre as quais com substâncias químicas utilizadas na indústria de fertilizantes, ferro, cromo, cádmio, borracha e chumbo, sem que no entanto tenha sido comprovada até hoje a correlação entre esses fatores e uma maior incidência do câncer de próstata.
Dietas ricas em gordura animal podem aumentar as taxas de androgênios e estrogênios e relacionar-se com o aumento dos tumores da próstata, ao contrário da gordura vegetal e dos frutos do mar. Há evidências de que a ingestão de carne vermelha, leite e derivados ativa a produção de testosterona (hormônio masculino), podendo favorecer o aparecimento do câncer em quem tem predisposição. A substância intensifica a proliferação das células prostáticas e, com ela, a ameaça da doença. Portanto, o consumo moderado desses alimentos pode retardar o surgimento de um tumor. Além disso, uma dieta rica em fibras é de grande valia na prevenção. Como não são digeridas pelo organismo, as fibras funcionam como "coletoras de lixo", fazendo com que as moléculas de testosterona supérfluas se grudem a elas e sejam eliminadas.
Outro elemento de risco é o uso indiscriminado de adesivos cutâneos, injeções e pílulas de testosterona. O hormônio sintético vem sendo utilizado como panacéia para problemas que surgem com a idade, tais como a diminuição da libido e a perda de massa muscular. Sem orientação médica, esses artifícios podem causar estragos irreversíveis, e não só na próstata.
- Quando Fazer o Exame
A próstata pode aumentar de tamanho devido a alterações benignas (mais freqüentemente) ou malignas, levando à dificuldade de micção. Por isso é importante fazer o diagnóstico de câncer de próstata antes que surja esse sintoma. Homens de 50 a 70 anos de idade devem procurar o médico anualmente e submeter-se ao exame físico, que inclui o toque retal, e ao exame de sangue de dosagem do antígeno prostático específico (PSA). Os homens entre 40 e 50 anos de idade devem seguir as mesmas recomendações quando houver história familiar de câncer de próstata. Para aqueles que apresentarem alteração prostática ao toque retal, dosagem da FAP três vezes maior do que a normal e dosagem do PSA acima de 10 ng/ml, indica-se a ultra-sonografia prostática trans-retal ou pélvica e a biópsia prostática.
Diagnóstico PrecoceA detecção do câncer de próstata é feita pelo exame clínico (toque retal) e da dosagem de substâncias produzidas pela próstata: a fração prostática da fosfatase ácida (FAP) e o antígeno prostático específico (PSA, sigla em inglês), que podem sugerir a existência da doença e indicarem a realização de ultra-sonografia pélvica (ou prostática trans-retal se disponível). Esta ultra-sonografia, por sua vez, poderá mostrar a necessidade de se realizar a biopsia prostática transretal. O toque retal permite detectar nódulos pequenos, menores que 1,5 cm3, e avaliar a extensão local da doença. Sua realização periódica é a melhor forma de se reduzir a mortalidade por câncer de próstata.
Calcula-se que cerca de 75% a 80% dos tumores não se expressam clinicamente, e apenas 20% a 25% manifestarão sintomas. Destes, 10% são focais, 40% são iniciais e talvez curáveis e 50% são avançados. Estes números variam com a maior ou menor possibilidade de detecção precoce da doença. Os tumores encontrados nas necropsias são geralmente pequenos, bem diferenciados e estão confinados à glândula, ao contrário do que ocorre com os homens que morrem de câncer de próstata, que portam tumores grandes ou invasivos.
O retardo do diagnóstico prende-se a diversos fatores: a falta de informação da população leiga, que mantém crenças ultrapassadas e negativas sobre o câncer e seu prognóstico; a falta de alerta dos profissionais da saúde para o diagnóstico precoce dos casos; o preconceito contra o câncer e contra o toque retal; a inexistência de um exame específico e sensível que possa detectar tumor em fase microscópica e a falta de rotinas abrangentes programadas nos serviços de saúde públicos e privados que favoreçam a detecção do câncer, inclusive o de próstata.
TratamentoA cirurgia é o tratamento indicado para tumores localizados; ela é o método com maior índice de cura, apesar do risco de causar impotência ou incontinência urinária. A hormonioterapia e a radioterapia reduzem o câncer, mas ele geralmente volta em alguns anos, verificando-se também o risco de impotência com estes tratamentos.
Nas fases mais avançadas de desenvolvimento do tumor, impõe-se inicialmente o tratamento com bloqueadores hormonais, pois sabe-se que a presença da testosterona aumenta a formação de doença metastática (fora do órgão inicial), principalmente em ossos.
Prevenção do Câncer de PróstataQuando você chega aos 50, está no auge da sua vida. Um bom motivo para procurar seu médico e fazer um exame de próstata preventivo. Defenda sua saúde e sua sexualidade. Afinal, você está na idade de gozar a vida.
A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e adiante do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra , um tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. Pela sua localização, a próstata pode ser apalpada pelo toque retal.
A próstata produz parte do sêmen, um líquido esp
esso que contém os espermatozóides produzidos pelos testículos e que é eliminado durante o ato sexual.
Como o aumento da próstata se faz lentamente, o homem pode ficar muitos anos sem apresentar qualquer problema e se despreocupar, achando que sua saúde está perfeita. Daí a importância que o toque retal tem para o diagnóstico do aumento prostático que ainda está começando.
O aumento da próstata por doença benigna e o câncer de próstata progride lentamente. E são as doenças que mais atacam a próstata do homem com mais de 50 anos de idade.
O homem pode se proteger do câncer de próstata indo ao médico regularmente para o exame de toque retal, mesmo que esteja se sentindo bem e não apresente problemas urinários. O toque retal é um exame indolor e permite que o médico, introduzindo um dedo através do ânus do homem, apalpe a parte interna do reto e a próstata.
Pode ser que depois do toque retal, o médico solicite exames de sangue, ultra-sonografia pélvica e até, se necessário, uma biópsia da próstata para dar um melhor diagnóstico. É importante saber que, na maioria, das vezes, o aumento prostático é devido a doenças benignas e não ao câncer. Mas, se houver câncer de próstata, é fundamental que o diagnóstico seja feito no início da doença, quando a cura é possível.
O Instituto Nacional de Câncer e a Sociedade Brasileira de Urologia recomendam que todo homem com mais de 50 anos vá ao médico regularmente para exames de toque retal.
PREVINA-SE DO CÂNCER DE PRÓSTATA. CONSULTE UM MÉDICO.
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O pênis é o órgão reprodutor do sexo masculino. Em sua extremidade existe uma região mais volumosa chamada glande ("cabeça" do pênis), que é coberta por uma pele fina e elástica, denominada prepúcio.
O câncer que atinge o pênis está muito ligado às condições de higiene da pessoa, sendo a fimose um fator predisponente.
EpidemiologiaO câncer de pênis é um tumor raro no homem, com maior incidência em homens mais velhos, a partir dos 60 anos. Está intimamente ligado à situação sócio-econômica da população atingida, relacionando as precárias condições de educação e de hábitos de higiene pessoal, além de comportamento sexual de risco.
No Brasil, o tumor representa 2% de todos os casos de câncer no homem, sendo mais freqüente nas regiões Norte e Nordeste do que nas regiões Sul e Sudeste. Nas regiões de maior incidência, o câncer de pênis supera os casos de câncer de próstata e de bexiga.
Na Europa e na América do Norte ocorre um caso para cada 100.000 homens adultos. A estimativa para 2001 nos Estados Unidos é a ocorrência de 3000 casos, com a previsão de 300 óbitos.
SintomasFeridas na glande ("cabeça" do pênis) podem ser um dos sintomas deste tipo de câncer. Qualquer ferimento indolor ou não no pênis deve ser analisado logo por um médico.
Fatores de RiscoA falta de higiene e o comportamento sexual de risco são os principais fatores para o aparecimento do câncer de pênis.
Homens que não foram operados de fimose possuem maior probabilidade de desenvolver este tipo de câncer. A fimose ocorre quando a pele de prepúcio é muito estreita ou pouco elástica, o que impede a exposição da glande ("cabeça" do pênis), dificultando assim uma limpeza adequada.Outro fator de risco é a prática sexual com diferentes parceiros sem o uso de camisinha. A utilização da camisinha é imprescindível em qualquer relação sexual, pois ela diminui a chance de contágio de doenças sexualmente transmissíveis, como o vírus HPV (papilomavírus humano), por exemplo.
Prevenção