Qual é a sua revolta!

 

Envie-nos as suas queixas.

 

 

 

SOMOS TODOS SOLDADOS, BRAÇOS DADOS OU NÃO!

Há anos estamos observando o intencional enfraquecimento das Fôrças Armadas Brasileiras, chegando-se a ponto de se propor a sua extinção.
Promovida, não só internamente como também ventiladas no exterior por autoridades estrangeiras, essas idéias encontraram ressonância até mesmo dentro do Congresso Nacional.

O desprestígio das FFAA é um movimento contínuo e orientado e são inúmeros os exemplos que poderiam ser citados.

No Governo Collor,enquanto o Presidente se comprometia com os Ministros Militares a não incluir os militares na vala comum do INSS, na surdina mandava bilhetinhos ao seu líder no Congresso para que assim o fizesse.

O Presidente FHC dizia esperar a transformação dos militares em funcionários do Estado para poder ajustar os seus salários, mas logo se esqueceu da promessa. Se é que algum dia teve a intenção de cumpri-la.

Prometia não mexer no sistema de aposentadoria,mas vivia tentando incluir no bojo de outros projetos artigos com esse sentido.

Os colegas que tiveram contato com outros membros do governo, como por exemplo na Comissão do Orçamento, podem nos contar como somos vistos. Para citar um deles, o Sr.Pedro Parente que se portou como moleque por ocasião da MD que estabelecia a nova LRM, para a qual , embora já exista caricatamente um decreto regulamentando uma medida provisória (só no Brasil mesmo!)ela jamais foi transformada em Lei! Nem isso!
Contudo,essa MD nos cortou inúmeros direitos e hoje um militar que passar para a RR receberá uma remuneração bem menor do que quando estava na ativa e bem menos do que recebe os que já estavam na reserva quando a MD foi assinada.

Reequipamento das FF.AA. – um dia,quem sabe!

Quando FHC convidou o Ten Brig Baptista para assumir o Comando da Aeronáutica o fez prometendo 4 bilhões de dolares para re-equipar a Fôrça Aérea e logo “contingenciou” a promessa!

Mas, para a “fabricação” de “heróis que lutaram contra a ditadura” já se chegou até agora a gastar mais de 4 bilhões de reais em indenizações e aposentadorias milionárias.Nunca se viu tanta “valentia” nem um número tão gigantesco de “combatentes”.

E, são todos heróis, vejam só! Até quem se escondeu da própria mulher e levava a vida pacata como pacífico comerciante lá no interior do Paraná.

Verbas orçamentárias para manter um mínimo de atividade profissional-cada vez menores e insuficientes.
Aviadores não voam ! Unidades suspendem o expediente por que não tem dinheiro para a comida dos soldados! Os efetivos diminuem e recrutas são licenciados antes do tempo.

Pesquisa científica de interesse militar, INPE, CTA, submarino nuclear, etc. nem pensar! Para que gastar dinheiro com essa brincadeira de lançar satélites? Que bobagem! Há tanta gente fazendo isso por aí. Rússia,China,França, EE.UU....Afinal vivemos num mundo globalizado!

O resultado não se fez esperar muito e cobrou caro em vidas humanas e enormes prejuízos materiais, em Alcântara.

É como agem todos os governantes que sucederam os militares: -com deslealdade,pelas costas , com “agendas ocultas”, com desprezo pelos militares que consideram “burros”, com falsidade, com rancor, com promessas vazias e com imediatistas interesses eleitoreiros acima de tudo. José Serra, FHC e outros tantos não nos toleram. Assim, como não nos toleram o falso guerrilheiro Zé Dirceu, a assaltante e ladra Dilma (só de Ademar de Barros foram 3 milhões de dólares) e o próprio viajante compulsivo, Lula, com suas gafes,seus sempre os mesmos discursos de carroceria de caminhão em porta de fábrica, bem como, todos os demais componentes desse governo do “mensalão”, sem rumo e sem direção e tão corrupto “como nunca houve antes na história deste país”.

Eles, simplesmente, não nos toleram! A não ser à bordo dos aviões da FAB, em suas viagens gratuitas pelo Brasil e pelo mundo afora, inclusive de férias com familiares e amigos.

Neste atual (des)governo a´”ópera” continua! Nada é diferente!

A reposição dos Mirage acaba em compra de sucata recauchutada. Os 23% retroativos à janeiro de 2005 acaba em 13% a partir de novembro e fim de “papo”. Enquanto isso o Presidente - tal e qual é chamado embora nada presida- contrata quase 50 mil petistas como novos funcionários públicos e entrega a INFRAERO a correligionário como prêmio de consolação por ter perdido a eleição, inchando a empresa com “cupinchas” que são indicados pelo ParTido. Você já tomou conhecimento dos PolíTicos cogitados para a Direção da futura Agencia de Aviação Civil? Não? Pois, você vai se assustar!!! E, muito!!!!!!!!!

Se forçarmos um pouquinho a memória, nos lembraremos de muitos outros exemplos e de muitas outras promessas esquecidas.

O Brasil de hoje é bem diferente do país que sonhávamos quando éramos jovens.
É um país estagnado há quase três décadas, o penúltimo latino americano em desenvolvimento à frente somente do Haiti- que vergonha!- desmontado e desorganizado politicamente,destruido moral e eticamente.

As nossas Instituições passam por uma crise como nunca antes se havia visto. Em todos os três poderes da República, nas administrações públicas federal,estadual e municipal multiplicam-se os escândalos, a corrupção, a roubalheira, a influência do narcotráfico, o nepotismo etc. O Congresso virou abrigo de criminosos de toda espécie, protegidos pela im(p)unidade parlamentar. No Executivo, ex- assaltante de bancos, ex- seguestradores, ex-assassinos, ex- defensores de bandidos e vai por aí afora! No Supremo triste e caricata atuação do seu Presidente que faz da a mais alta Corte do país o seu palanque eleitoreiro. Juízes que fazem greve e não respeitam as leis!!!Receita Federal paralisada por mais de quatro meses por que os seus funcionários não concordam com nova lei! O que falta acontecer?

Em assim sendo, o Governo nos seus três Poderes, na verdade, é um indecente arquipélago de interesses corporativos, onde cada grupo defende o seu pedaço da carniça, indiferente aos interesses maiores da Nação.

Lá estão as distintas bancadas:- a dos agro-pecuaristas, a dos evangélicos, as dos donos das secas do Nordeste, a dos banqueiros, a dos anões, etc. etc. etc... e os lobistas:- dos postos de gasolina, das Policias Militares, da industria automobilística, da industria farmacêutica, a dos “recursos não contabilizados” etc. etc. etc....e logo, logo do forte , impune e poderoso MST.


Quando se quis transformar os militares em funcionários do estado, só se conseguiu com o apoio do “ lobby” das PM, que é muito eficaz. Esta Corporação, só no Estado de São Paulo teve mais de 400, isto mesmo, QUATROCENTOS candidatos a cargos eletivos.De coronéis à soldados.

E, nós?
Por quem somos representados?
Pelo truculento Dep. Bolsonáro?

Enfim, se este não é o país que sonhamos, este é o país em que vivemos. São estas as Instituições com as quais temos de conviver. E, é com elas que as FF.AA. tem de sobreviver.

Por certo, não há mais lugar para reações militares que marcaram nosso passado no Império e na República e nas quais atuaram os Clubes Militares.

Com o fim da guerra fria qualquer movimento de força seria condenado internacionalmente. E, nem é isso que desejamos para o nosso país.
Os caminhos são outros e as soluções só devem e só podem ser buscadas dentro da normalidade constitucional.

A nossa ação tem de ser dentro do Congresso Nacional e dentro das regras do jogo democrático. Lá ninguém poderá contestar a sua legitimidade.

Para isso, só há um caminho:- a constituição de uma bancada militar (para usar uma expressão da moda) ou seja, elegendo companheiros nossos para cargos legislativos.

Teriam eles a missão de defender os interesses das FF.AA. e,em última instância, dar um pouco mais de seriedade e decência àquela Casa. Tantos nomes poderão ser encontrados dentro do Exército, da Marinha e da Fôrça Aérea nos locais em que cada um de nós reside. Como conseguir isso?

Até agora, as tentativas deram nada. Até mesmo um Partido Democrático Militar foi registrado mas não conseguiu ir alem do registro.

Todas as razões acima expostas nos levam a concluir que os Clubes Militares podem e devem voltar a atuar fortemente na vida nacional, como o fizeram no passado, embora de forma diferente, dentro das regras democráticas em que vivemos.

Podem dar sinergia àquelas tentativas isoladas frustadas no passado recente e congregar os esforços para se consiga ter voz ativa no Congresso Nacional.
Afinal, até agora talvez a categoria dos militares seja a única a não ter representação na Câmara e no Senado da República.

O momento é muito oportuno e já se faz tarde. È chegada a hora! Nada mais legítimo pois os Clubes congregam nos seus quadros sociais a nossa classe e podem (e devem) ser os nossos porta-vozes. Não há alternativa!

Com esperança renovada fico por aqui.

São Paulo,30 dezembro de 2005

ARISTEU TEIXEIRA DE MENDONÇA - Cel. Av. Ref.

VOLTAR

Show do ex-ministro brasileiro de Educação nos Estados Unidos


Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos!
Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do DF, o ex-ministro da Educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu uma pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:
“De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso”.
“Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade”.
“Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro”.
O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.
“Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação”.Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio cultural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ser internacionalizado.
“Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza especifica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro”.
“Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil”.
“Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo”.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!
(ESTA MATÉRIA NÃO FOI PUBLICADA, POR RAZÕES ÓBVIAS).
PASSE PARA TODOS QUE VOCÊ PUDER, PORQUE FOI UMA BAITA RESPOSTA AOS AMERICANOS!)
“As pessoas só existem na memória. Mesmo às que estão supostamente vivas, são mortas se não houver quem se lembre delas”.

VOLTAR

SINDICATO MILITAR

Este texto deve ser iniciado com a definição do termo ”Sindicato”:

De acordo com o dicionário EDELBRA, de Alpheu Tersariol, sindicato tem o significado de associação de operários de uma classe para a defesa de seus profissionais. Nada além disso. Não é algo que esteja fora da nossa realidade.

Os membros da Forças Armadas e das Forças Auxiliares (Polícias Militares) são cidadãos Militares, o que difere de Militares cidadãos. Isso fica translúcido ao se analisar a Lei maior, a Carta Magna, que reza que mesmo antes de cumprir Estatutos, normas e regulamentos, todos devemos obedecer à risca a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Logo, estatutos e regulamentos estão uma nível abaixo da Constituição. Assim, não podem feri-la.

Sobre sindicatos cabe ilustrarmos que a França passou por momentos conturbados, nos quais os operários reivindicavam à época o direito de sindicalizar. A reação dos governantes e da elite não poderia ser outra: escandalizados, não admitiam tal hipótese. Mas Émile Durkein (1858-1917), sociólogo da época, pensara diferente: ao contrário da elite, apoiou o sindicalismo. Pelo seu ponto de vista, era inconcebível que milhões de operários permanecessem desorganizados. Durkein entendia, naquela época, que toda forma de organização é importante para o Estado. Só assim seria possível a existência de uma sociedade justa, organizada e coesa.

Nesse passo, o sindicato que os militares pleiteiam é plausível. Isto porque há milhares de militares espalhados por esse imenso país, no entanto não existe uma organização que defenda seus interesses. Desorganizados, enquanto classe trabalhadora, ficam à mercê da boa vontade de seus “Chefes” Militares, que, como se pode enxergar na atualidade, não os representam de forma digna.

Essa falta de representatividade ocorre por vários motivos. Pode-se destacar, entre eles, que o próprio Estatuto dos Militares divide seus membros em Círculos Hierárquicos, que nessa análise podem ser consideradas classes operárias: a) Cabos e Soldados b) Subtenentes e Sargentos, c) Oficias, que se subdividem em Subalternos, Intermediários, Superiores e no topo os Generais.

Não bastasse toda essa divisão, os Regulamentos também não permitem que os nossos “Chefes” Militares representem a classe politicamente junto a autoridades para reivindicar os direitos básicos, tais como melhores salários e melhores condições de trabalho. Ora, na visão de Durkein, toda classe tem o direito de se organizar, porque para o Estado é de suma importância que seus cidadãos estejam organizados e representados, a fim de que se tenha uma sociedade mais coesa, impedindo assim a
fragmentação do tecido social.

Cabe, a partir desse ponto, tecer comentários sobre os motivos que levaram aos estudos de criação de um Sindicato Militar, partindo do princípio de que cada Classe (aqui Círculo Hierárquico) tenha o seu.

Quando são tomadas as decisões na Instituição, decisões estas que afetam a toda a Família Militar, os segmentos a), b) e parte do c) não são consultados, tampouco participam dos debates. Como exemplo, vale citar:

- Direitos previdenciários extintos pela MP 2131/2000 (reeditada como MP 2215- 10, de 31 Ago 01-LRM);
- Licença Especial de 6 meses/10 anos de Serviço;
- Remuneração do posto / graduação imediatamente superior, quando da passagem à inatividade;
- Gratificação de tempo Serviço (anuênio);
- Cômputo do tempo de estudante universitário nos casos em que o ingresso é mediante concurso público;
- Habilitação da filha à pensão militar.

Quantos milhares de militares tinham na data da edição desta MP 9 anos 11 meses e mais alguns dias??? Ora, faltavam poucos dias para que se fechassem os 10 anos até ali exigidos e, para a surpresa de todos, esses direitos foram arrancados de forma arbitrária. Vale perguntar: algum desses militares por acaso foi consultado antes? Houve um debate para que se chegasse a um consenso? Algo precioso na carreira militar, como uma Licença Especial, não poderia ser destruído da forma como foi.

Quando as Guerreiras esposas estavam acampadas nos gramados da Esplanada dos Ministérios, uma frase foi ouvida por elas várias vezes: "que militares são esses, que não tem coragem de reivindicar seus direitos! Para isso mandam suas crianças e esposas...". Deprimente. Mas depois de uma análise fria, verifica-se que se os militares não têm coragem de reivindicar seus direitos, também não deveriam ter receio de perder a "promoção por merecimento”, a “transferência para a Guarnição Especial”, a “função gratificada”, a “missão no exterior” e tantas outras. Será que os militares do Brasil têm mesmo coragem de ir para a guerra, defender essa pátria com a própria vida se preciso for? O que pensarão seus netos amanhã, quando souber que suas vovós, hoje chamadas de guerreiras, foram para a ruas defenderem os direitos de seus vovôs?

Essa questão deve ser debatida e, para isso, deve haver a participação dos militares. Há de se defender a criação dos Sindicatos das Classe dos Militares, com todas as ressalvas necessárias - não para fazer greves, mas sim para organizar seus integrantes enquanto classe trabalhadora que são. E, mesmo que tudo isso ocorresse hoje, e é óbvio que um processo desta natureza demora anos para ser consolidado, esta classe já estaria muito atrasada. O que os militares estão iniciando nas reivindicações de hoje, os operários civis brasileiros conseguiram há tempos atrás.

Portanto, cabe ressaltar que aqui não há pré-julgamento de quem quer que seja. A intenção foi apenas de levantar alguns questionamentos para que os militares possam refletir - que tipo de Forças Amadas queremos??? Que Brasil queremos??? Como queremos ser visto pelos nossos sucessores?

Para compreender melhor o direito de se organizar e de lutar, temos que ter uma visão maior. E, longo prazo, uma visão de estado e não uma visão do próprio umbigo.

Brasília – DF, 21 de setembro de 2005
Brito: diario do brito
(Autorizada a reprodução ou publicação, sem cortes e com o nome da
fonte e do autor)


VOLTAR
O PAPEL DAS FORÇAS ARMADAS NA SOCIEDADE BRASILEIRA

 

As organizações militares tiveram presença marcante na consolidação territorial da nação brasileira e os historiadores civis e militares nos legaram páginas primorosas, descrevendo atos de heroísmo e abnegação. O dia 19 de abril de 1648, em especial, sedimentou as bases do Exército brasileiro, quando, na memorável epopéia dos Guararapes, brancos, negros e índios, unidos pelo ideal de libertação, travaram combate e alcançaram a vitória contra o dominador estrangeiro, na então Capitania de Pernambuco.

Outro feito marcante, dentre os muitos acontecimentos enriquecedores da história pátria, ocorreu no dia 11 de junho de 1865, com a Batalha Naval do Riachuelo, que definiu a progressão vitoriosa das forças nacionais, na então conflagrada fronteira oeste do nosso país e marcou a indelével atuação da Marinha de Guerra com o heróico sinal de Barroso “sustentar o fogo, que a vitória é nossa”.

Com a República, e a conseqüente evolução política do país, novos atores começaram a despontar no cenário nacional, principalmente os jovens tenentes da década de 20, impulsionados pelos arroubos da juventude e a consciência democrática, que repudiava o predomínio das poderosas oligarquias.

Os jovens dessa década marcante da história pátria, civis e militares irmanados de um mesmo sentimento renovador, tornaram-se personagens de realce nas décadas seguintes, de 30 e 40, não só liderando correntes políticas como, em muitos casos, ocupando cargos importantes na administração do país.

A Segunda Guerra Mundial maximizou a influência militar no direcionamento das questões nacionais e, com o surgimento do mundo bipolar, a preocupação obcecada com o comunismo internacional e a influência doutrinária dos interesses geopolíticos dos Estados Unidos, conduziu ao surgimento de posições radicalizadas e sentimentos antagônicos, que acabaram por provocar a grande cisão da família brasileira, culminando com a deflagração do movimento de 1964.

Valendo-se do cenário propiciado pela Guerra-Fria, a perniciosa influência da geopolítica norte-americana prosseguiu com seus efeitos danosos, visando inviabilizar um sólido Estado industrializado ao sul do Equador e, para tal, fazendo confundir os sentimentos nacionalistas em efervescência, com os interesses do comunismo internacional e como símbolo de eras pré-históricas e do atraso.

Essa forma de atuação prossegue nos dias atuais, de forma mais sutil, usando como instrumento as agências internacionais que manipulam, bem como, cooptando destacados técnicos, veículos de comunicação, burocratas e influentes lideranças políticas que ascenderam ao poder com o fim do regime militar. Boa parte desses líderes de ocasião, cumprindo papel submisso e anti-nacional, conduziram o país à deprimente dependência do capital internacional e à alienação espoliativa de grande parte do estratégico patrimônio, arduamente edificado pelo povo brasileiro.

Associado aos malefícios dessa geopolítica regional, interesses econômicos alienígenas, sob o signo diabólico do neoliberalismo, buscam argumentos para eliminar o pouco que resta do conceito de soberania nos países periféricos, apregoando para os Estados já enfraquecidos, como o Brasil, o fim das fronteiras geográficas, a ideologia do Estado mínimo e a submissão passiva aos interesses do mercado.

Para alcançar mais facilmente seus interesses de dominação, usam artifícios para abalar o sentimento nacional, religioso e familiar, bem como, ardilosamente, reduzir a capacidade de atuação das Forças Armadas, óbice ainda persistente, pois alicerçado na formação de quadros com origem em todos os estratos étnicos e culturais da multirracial população brasileira e sob o compromisso solene de defender a pátria, com o sacrifício da própria vida.

Para minar a confiança nacional nessa sólida e patriótica fortaleza, utilizam técnicas subliminares que iludem os menos avisados e desinformados, fomentando a desconfiança e rememorando fatos dolorosos que dilaceraram o tecido social, atingindo vitoriosos e perdedores, e de cujos resultados certamente se valeram, em épocas muito recentes.

O resultado danoso dessa forma irracional de percepção e abordagem, é a criação de uma atmosfera de desconfiança no papel constitucional atribuído às Forças Armadas, há anos sendo fragilizadas pela crescente escassez de recursos orçamentários, bem como pela pressão doutrinária de conhecidos segmentos do poder hegemônico internacional, interessados em reduzi-las a simples guarda nacional, para a vigilância policial das fronteiras e o combate ao crime organizado, já que as potências militares que dominam o atual cenário mundial se colocam disponíveis para atuar em nosso território, no caso da eclosão de uma ameaça externa.

Graças ao espírito patriótico e à crescente conscientização de uma Nação que preza sua soberania, reações ainda discretas, mas de profundo significado psicossocial em busca do correto entendimento da questão nacional, começam a se manifestar, com debates públicos e artigos bem fundamentados em veículos de comunicação. Nesse favoravel contesto, cabe aos lideres militares um impostergavel e firme posicionamento, valendo-se das novas oportunidades para a realização de palestras junto a organizações e entidades formadoras de opinião, viabilizando uma nova forma de interpretação e análise da participação da expressão militar do Poder Nacional, assim como interagindo com a sociedade e definindo formas de atuação nos variados segmentos de interesse da nacionalidade.

A criação do Ministério da Defesa, em que pese ter surgido mais por imposição externa do que por uma decisão política amadurecida no âmbito da sociedade, poderá evoluir para a real coordenação e otimização das ações de interesse comum das Forças Singulares, respeitadas as peculiaridades profissionais e operacionais das três Forças, com suas formas específicas de atuação num Teatro de Operações.

A participação de um Ministro de Estado com vinculação político-partidária na direção superior dos Comandantes militares deverá, prioritariamente, ser voltada para o equacionamento das questões de interesse das Forças Singulares e para um constante diálogo de esclarecimentos com o Congresso e a sociedade, consolidando a Política de Defesa Nacional e seu enfoque particular na gestão do governo para o qual foi designado. Cautelas muito especiais devem ser guardadas, para que os efetivos militares se mantenham afastados das disputas partidárias, já que devem se situar aquém das alternâncias de poder, para que a hierarquia e a disciplina, pilares básicos do estamento militar, não sejam abalados.

Pela relevância da Expressão Psicossocial do Poder Nacional no contexto amplo de uma Política de Defesa e como missão complementar para as Forças Armadas em tempo de paz, visando, principalmente, à elevação do sentimento de cidadania, parte do orçamento para a ação social do governo poderia ser reservada, em rubrica especial, para que os Comandos militares realizassem uma efetiva atuação cívico-social e de defesa civil. Essa forma de aproximação com as comunidades carentes sempre foi executada, mesmo sacrificando parte dos parcos recursos alocados para o prestamento operacional, mas a redução continuada dos orçamentos tem comprometido essa forma cidadã de atendimento aos modestos anseios da população de baixa renda, de onde, majoritariamente, se originam nossos soldados.

Com recursos extra-orçamentários, especificamente definidos, poderiam as Organizações militares, fazendo uso da infra-estrutura organizacional e material de que dispõem, reforçar os laços da integração nacional e a assistência às regiões atingidas por diversas calamidades, bem como nas comunidades carentes onde o Estado não se faz regularmente presente. Nesse contexto deve-se realçar os benefícios do Serviço Militar para os jovens oriundos das camadas mais pobres, concedendo-lhes uma oportunidade de ascensão social, com aprendizado técnico, noções de higiene, assistência médica, alimentação adequada e tantos outros modestos itens que despertam no jovem cidadão a consciência de uma vida mais digna, que lhes vinha sendo omitida.

Quando se lançam argumentos em defesa de efetivos militares profissionalizados, de real interesse das Forças, mas geralmente abordados como simples forma de eliminar a incorporação obrigatória dos jovens recrutas, certamente não se atenta para as assimetrias sociais do nosso país, em que famílias de baixa renda imploram pela disputa das poucas vagas existentes, buscando uma alternativa para que seus filhos recebam um pequeno salário, tenham o que vestir e o que comer e não sejam facilmente envolvidos pela marginalidade. Essas citadas assimetrias poderiam servir de estimulo para estudos visando o aperfeiçoamento do processo de convocação como, por exemplo, preenchendo inicialmente vagas por voluntariado, com a opção de possível reengajamento e conseqüente permanência por novos períodos na condição de soldados. Esses jovens, estudando e desenvolvendo uma melhor capacitação intelectual, tornar-se-ão aptos para disputarem vagas em concursos que lhes assegurem formação profissional estável. Para as vagas ainda disponíveis e em função de necessidades conjunturais, poderiam ser convocados, compulsoriamente, alguns restantes conscritos, para período de permanência na tropa mais reduzido, limitado ao cumprimento dos exercícios e obrigações para com o Serviço Militar.

A sociedade brasileira, em uníssono e em oposição à falida cantilena do modelo neoliberal, precisa bradar com ênfase que o desenvolvimento de uma nação não se mede tão-somente pelas variáveis comuns das estatísticas econômicas, mas principalmente pela existência de um clima de igualdade de oportunidades para todos os cidadãos, bem como pela capacidade de atendimento às necessidades de alimentação, trabalho, saúde, educação e segurança do seu povo.

Esses parâmetros também devem ser realçados em uma Política de Defesa, pois não podem existir Forças Armadas capazes de dissuadir aventureiros além fronteiras, se internamente nos permitimos conviver com uma população majoritariamente fragilizada, sob os aspectos mínimos e essenciais para a vida em sociedade.

Em que pesem as limitações orçamentárias e a limitada percepção da sociedade em termos de uma Política de Defesa, as Forças Armadas prosseguem priorizando ações de dissuasão estratégica, nas regiões onde tomam vulto as hipóteses de conflito e as conseqüentes ameaças à integridade territorial do país.

O cenário regional modificou-se radicalmente a partir da Segunda metade do Século XX, quando os países do Cone Sul buscaram uma aproximação política e econômica, materializada na criação do Mercosul, na intensificação do comércio com o Chile e nos acordos com a Bolívia, em especial no setor da energia, com o gigantesco investimento no gasoduto binacional e na geração de termoeletricidade para a região Oeste do país.

Amenizadas as tensões surgidas ainda no Império e com a consolidação dos limites territoriais, passaram as Forças Armadas a dedicar especial atenção para a região amazônica, motivo de ambições alienígenas, historicamente conhecidas, mas manifestadas de forma clara e ameaçadora com o final da Guerra Fria.

O Exército brasileiro, que em 1949 contava com aproximadamente 1000 homens no então Comando de Elementos de Fronteira, passa a dispor, no atual Comando Militar da Amazônia, sediado em Manaus, com um efetivo aproximado de 25 mil homens e tendo como missão principal guarnecer o arco amazônico de fronteiras, com 11.248 quilômetros, acrescidos de 1.670 quilômetros de litoral.

Além das operações militares propriamente ditas, cabe ao Exército, na Amazônia, cooperar no desenvolvimento de núcleos populacionais mais carentes, na faixa de fronteira. Assim é que, em todos os pelotões de fronteira funcionam normalmente escolas de primeiro grau e subordinadas ao Comando Militar de Tabatinga temos escolas de primeiro e segundo graus.

Da mesma forma, a Marinha e a Aeronáutica, em suas áreas específicas de atuação, completam a estrutura defensiva da região, ao mesmo tempo em que oferecem, juntamente com a Força Terrestre, um poder estratégico de dissuasão, visando inibir aventuras além fronteiras, sem descuidar da assistência às comunidades civis e indígenas.

Ao Quarto Distrito Naval e ao Comando Naval da Amazônia Ocidental, sediados, respectivamente, em Belém e Manaus cabe, sinteticamente, patrulhar e defender a vasta malha hidroviária, a foz do Amazonas e o litoral norte, bem como fiscalizar as operações e prover a sinalização para uma segura utilização daquelas preciosas vias de transporte e integração regional, onde atuam cerca de 70 mil embarcações, dos mais variados tipos e tamanhos.

Através de seus navios de Assistência Hospitalar, conhecidos na Amazônia como “Navios da Esperança”, orgulha-se a Marinha da continuidade do apoio médico e odontológico às populações ribeirinhas, realizando uma ação cívico-social que se estende da foz do Amazonas até a faixa de fronteira.

Os Comandos Regionais da Aeronáutica, sediados em Belém (Primeiro COMAR) e Manaus (Sétimo COMAR) e as Unidades Aéreas se desdobram pela Amazônia, com as Bases Aéreas de Belém, Manaus, Porto Velho, Boa Vista e um Destacamento de Base, em São Gabriel da Cachoeira. Com a implantação do SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia), instalações técnicas foram distribuídas em pontos estratégicos para o controle do espaço aéreo, tais como Vilhena, Guajará Mirim, Rio Branco, Porto Velho, Cruzeiro do Sul, Eirunepe, Manicoré, Tefé, São Gabriel da Cachoeira, Boa Vista, Sinop, Jacareacanga, Manaus, Santarém, Tiriós, Macapá, Marabá, São Luiz, São Félix do Xingu, Cachimbo, Conceição do Araguaia e São Félix do Araguaia, com uma rede de radares capaz de monitorar, em futuro próximo, todas as aeronaves sobrevoando a região e, em especial, as fronteiras nacionais.

Se a preocupação com os equipamentos e a qualificação profissional dos efetivos militares é condição essencial para o sucesso nas operações militares, a dependência de armamentos e acessórios produzidos no exterior pode inviabilizar a ação continuada das Forças Armadas, em conflitos de prolongada duração.

Por essa razão, em especial, os Comandos militares sempre inseriram em seus planejamentos estratégicos a busca de uma auto-suficiência nacional tanto para a manutenção do material e dos armamentos como para a fabricação de partes e peças de interesse das Forças. Para tal necessitam contar com instalações logísticas adequadas e, principalmente, com um parque industrial não sujeito aos mecanismos de controle e bloqueios do exterior, uma vez que somente empresas de capital nacional poderão ser consideradas mobilizáveis para fins de defesa, quando da possibilidade de ocorrência de conflitos militares. Essas são premissas importantes, que deveriam constar como diretrizes do governo, para a política e programas de defesa.

Dentro de suas limitadas possibilidades, as Forças Singulares há muito desenvolvem esforços em busca da capacitação nacional nos campos científico, tecnológico e industrial. Marinha, Exército e Aeronáutica, com seus Centros de Pesquisas e Parques Logísticos têm gerado tecnologias e desenvolvido produtos que são transferidos às indústrias nacionais, para a produção em série.

Não bastasse a carência de recursos materiais e humanos, surge, rotineiramente, o difícil óbice da superação dos bloqueios tecnológicos, impostos pelas potências hegemônicas, os quais retardam e oneram os projetos de concepção local, obrigando o desdobramento dos desenvolvimentos ao nível de materiais, componentes e dispositivos especiais. Como conseqüência, a reação dos setores operacionais é, algumas vezes, de impaciência e descrédito na engenharia doméstica, pugnando pela simples compra imediata no exterior. O resultado dessa solução simplista é, não só a criação de uma dependência de fornecedores pouco confiáveis, mas principalmente o enfraquecimento do parque industrial doméstico, agravando a evasão de divisas e a perda de preciosos e qualificados postos de trabalho.

Com uma visão de mais longo prazo, além das necessidades rotineiras dos produtos de interesse da defesa, impoe-se também priorizar aqueles setores ainda sob controle nacional e buscar investir em segmentos estratégicos, que de forma direta e ou indireta gerarão subsídios para a participação da tecnologia e da empresa brasileira em produtos mais elaborados. Como decorrência, estaremos capacitando nossas empresas para competirem no complexo e seletivo mercado que a nova realidade internacional tem proporcionado, assim como para a produção complementar dos itens mais sofisticados de interesse para aplicações militares.

Os programas de sucesso da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, que já surtiram resultados concretos, atestam a validade do modelo e não é outro o caminho ainda seguido pelos países industrializados, em plena era do propalado modelo neoliberal, da não participação do Estado na economia e da livre iniciativa como a responsável pelos investimentos em tecnologia e na indústria.

Na OCDE, a média da participação estatal em pesquisa e desenvolvimento está em torno de 35%, variando de 25% a 65% e, diferentemente dos demais membros, os Estados Unidos apresentam um gritante predomínio de gastos públicos ligados ao complexo industrial-militar, constando para a área de defesa cerca de 53,7% do orçamento de P&D, contra 18,2% na União Européia e 5,8% do Japão.

Os ainda modestos gastos do Brasil não podem ser colocados como termo de comparação com as potências industriais, mas os resultados já obtidos propiciaram especial significado em nosso parque industrial. São exemplos dos benefícios auferidos: o Programa Espacial; a EMBRAER; a fabricação de navios e submarinos, a indústria eletrônica profissional, produzindo radares e demais equipamentos de comunicações e proteção ao vôo; o desenvolvimento do motor a álcool; os armamentos convencionais e mísseis com tecnologia 100% doméstica; além do domínio da tecnologia nuclear pela Marinha, assegurando ao nosso país o domínio do ciclo de produção do urânio enriquecido para os reatores Angra I e II; entre muitos outros.

A hercúlea participação do estamento militar em todos os setores do nosso país continente, granjeando a confiança e a simpatia da populacao, maximizada com os resultados em tecnologia e industria, são conquistas que, se corretamente divulgadas e submetidas ao crivo imparcial da sociedade, mostrariam a capacidade de realização da gente brasileira e que enchem de orgulho anônimos cientistas, engenheiros e técnicos, civis e militares, guerreiros que, com as armas da inteligência e da dedicação, superam dificuldades materiais e bloqueios absurdos, somando esforços com os combatentes de terra, mar e ar, a fim de assegurar, com a missão que lhes foi atribuída, a liberdade, o progresso e a soberania da nação brasileira.


Ten.-Brig.-do-Ar Ref. SÉRGIO XAVIER FEROLLA
Ministro Aposentado do Superior Tribunal Militar

VOLTAR

"CALAR QUANDO DEVEMOS PROTESTAR TORNA UM HOMEM COVARDE"!

 


Aproxima-se osete de setembro e a classe militar permanece desorientada, sem um objetivo na vida. Não sei por que, mas a covardia se tornou tão intensa que a grande maioria de agarra às Guerreiras como a tábua da salvação!
Senhores, o que no futuro dirão aos seus filhos sobre a conduta postada pelos "defensores da Pátria" perante o lixo que está assolando a pátria que juraram defender? O Brasil está sem Governo e indefeso pois suas Forças Armadas "amarelaram"!
Alguns segmentos da sociedade já fizeram declarações públicas para que o Presidente se explique perante a nação e os militares? Qual está sendo o papel deles neste episódio vergonhoso para a nossa pátria...apenas o silêncio dos covardes. Quer por medo de punição, ou interesses particulares.
Na verdade, sinto dizer que um país que tem Forças Armadas deste naipe, que sequer cumpre o papel constitucional de defender a Pátria, realmente, sinto concordar com o Presidente...não é digna de aumento. Não estou tentando gerar uma desunião mas tão somente mostrar que é preciso uma ação firme neste sete de setembro. O preço a pagar não será grande pois não temos alguém com dignidade suficiente para repreender aquele que luta por um ideal patriótico. Ao chegar em casa ou se vier a ser prisioneiro, certamente adormecerá com a consciência tranqüila do dever cumprido o que é bem melhor do que o eterno conflito da covardia para com o seu povo e sua Pátria.
Pensem nisto e honrem a memória dos seus antepassados que deram a vida por este Brasil e se tornaram imortais como exemplo do dever cumprido.
Recordem a nossa história e relembrem a quantidade de HOMENS que tivemos e são as referências da carreira militar.
Quem irá citar quaisquer dos senhores no futuro como paradigma senão de vergonha Nacional?
Acordem e lutem, defendam a nossa Pátria, pelo amor de DEUS!
Ela já recebe o suficiente pelo papel incompetente que desempenha!
Antonio Chicarone - Pirassununga
VOLTAR
O PONTO LIMITE

Rio de Janeiro, 23 de junho de 2005. Ten.-Brig.-do-Ar Ivan Frota - Presidente do Clube de Aeronáutica A Nação assiste, estupefata, a um calamitoso processo de desmoralização do Executivo e do Legislativo que, por certo, se agravará com a instalação de diversas CPI para investigar casos de corrupção explícita intestina em tais componentes dos poderes da República. Essas investigações irão ressuscitar alguns e levantarão outros escabrosos acontecimentos que foram jogados para baixo do tapete, a duras penas.

Nesse triste contexto, a insatisfação das Forças Armadas atinge um elevado patamar de intolerância, com a expectativa frustrada de providências governamentais objetivas no sentido do atendimento de seus direitos, uma vez que todos os caminhos regulares já foram percorridos na tentativa de sensibilizar as autoridades.

A dimensão dessa indignação pode ser aferida, não só, pelos vários posicionamentos da cúpula militar – Ministro da Defesa e Comandantes Militares, – em defesa dos pleitos de suas corporações, como pelos fatos inusitados que surgiram no decorrer do tempo: humilhantes movimentos, historicamente inéditos, que continuam até hoje, de esposas de militares que têm de se expor em vigília pública permanente; a mídia livre e independente da Internet, que abarrota as caixas postais dos assinantes militares e simpatizantes com freqüentes, variadas e violentas manifestações, inclusive de oficiais generais inativos; e movimentos de militares menos graduados, alguns em plena atividade, que já começam a surgir, remetendo-nos a lamentáveis episódios de outras épocas – todos inconformados com o desrespeito traduzido pela explícita desatenção do Governo com a Instituição Castrense.

As características do contencioso, em que a autoridade federal faltou com a palavra empenhada, denotaram um ato de leviandade irresponsável ou uma flagrante desconsideração ao destinatário do compromisso firmado. Ambas as hipóteses, gravemente comprometedoras para os dirigentes nacionais.

Revoltados com esse estado de coisas, surgiram também pronunciamentos contundentes de personalidades isentas e não ligadas aos militares – intelectuais, formadores de opinião e, mesmo, antigos militantes extremados, que hoje repudiam o radicalismo que esposaram no passado e demonstram inconformidade com o injusto tratamento que tem sido dado à Família Militar.

O pretexto dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento de inexistência de recursos orçamentários para garantir a complementação do modesto socorro salarial aos militares, nunca foi novidade, nem surpresa para ninguém, porque a LDO/2005 foi aprovada com essa omissão, sem que tivesse havido qualquer esforço público conhecido, do Executivo, para instituir tal provisão. É óbvio que este foi um "jogo de cartas marcadas" que só poderia ter motivação política revanchista.

O que está em foco, portanto, não são somente seus direitos salariais não atendidos, embora seja esta uma questão crucial para a Família Militar, mas, sim, a dignidade das próprias Forças Armadas de TAMANDARÉ, CAXIAS e EDUARDO GOMES que, devido à publicidade já dada ao tema, suscita sérias dúvidas na Sociedade, quanto ao respeito que se dão a si mesmas, ao aceitarem ser tratadas como grupo social de segunda classe.

Nesse ambiente governamental confuso e sem controle, onde prolifera o odor nauseante dos desmandos e dos conchavos de corrupção, a Nação já está dando mostras de que não confia mais nos quadros que detêm o Poder, sendo que a surpresa inicial já se transformou em triste desengano, onde nem o excepcional carisma pessoal de Luiz Ignácio Lula da Silva poderá resistir a esse fantástico desastre político.

Assim, o País haverá de estar alerta para adotar um comportamento preventivo, a fim de evitar que setores desesperados com a perda do Poder possam lançar mão de alianças espúrias com entidades nacionais radicais, numa tentativa de conquistar apoio das massas populares menos informadas e, assim, conseguir recuperar força política para aplicação em eventuais ações sociais extremadas, sob o "guarda chuva" político da liderança e do carisma do Presidente.

Tudo isso soa de forma muito estranha. Quais seriam os verdadeiros objetivos de todos esses acontecimentos? O que pretenderiam determinados grupos de pessoas encasteladas no Governo? Levar o País ao caos, novamente? Poderia estar em marcha um maquiavélico plano de desestabilização institucional com vistas à implantação de uma ditadura neocomunista, com o apoio de movimentos sociais radicais?

E a recente nomeação de uma ex-guerrilheira para a chefia da Casa Civil, chamada pelo ministro que sai de – "minha camarada de armas" – que significado teria? Esperemos que seja somente figura de retórica, apesar do histórico extremado e revolucionário da personalidade que ocupa agora esse vital cargo.

Saibam, entretanto, os eventuais aventureiros, de hoje e de outras épocas, que as Forças Armadas, estarão vigilantes, do lado da lei e da ordem, como historicamente sempre o fizeram, para, se necessário, mais uma vez, impedir que se instale o definitivo descontrole das instituições nacionais – estratégia, possivelmente, perseguida por irresponsáveis inocentes úteis domésticos, bem como por alguns interesses internacionais.

Esteja tranqüilo o Povo brasileiro. Não serão míseros 23% de salário que desviarão os militares de sua nobre destinação, apesar de se sentirem, neste momento, abandonados e desconsiderados pelo Governo Federal e por seu Comandante Supremo.

A verdade, porém, é que estamos chegando muito próximo do PONTO LIMITE e, este alcançado, tudo poderá acontecer. As insanidades de alguns atingiram um perigoso nível de ebulição, comprometendo gravemente a estabilidade nacional.

Não dá mais para protelar a adoção, pelo Presidente, de um posicionamento enérgico e decidido para demonstrar à Sociedade que, finalmente, reassumiu as rédeas do Estado Brasileiro. Ele precisa reconhecer que aconteceram sérios deslizes em setores públicos federais, abandonando a dúbia posição de tentar justificá-los. Se houver fraqueza nessa atitude, aí, sim, a pessoa do Presidente poderá se ver, perigosamente envolvida, como conivente, nesses lamentáveis acontecimentos.

VOLTAR

CARTA ABERTA A TODOS.

INIMIGO A VISTA

Quão belo o brado da nota relativa à Batalha de Riachuelo, em que nossa Armada deu mostras de sua tenacidade na defesa de seus ideais, num campo de batalha hoje reservado à História. De igual modo, pela primeira vez, em tempos recentes, um comandante de Força se pronuncia com maior vigor sobre essa quem tem sido a batalha nossa contra inimigos ainda mais sorrateiros. A dignidade de uma profissão.

Diz-se que, na Idade Média, havia a nobreza de capa e a nobreza de espada, símbolos de uma ordem estratificada, sim, mas com valores morais levados realmente a sério, tempos em que a palavra empenhada, ainda que pelo mais baixo praça, valia pela sua assinatura, valia a própria honra, valia a vida. Hoje, nem mesmo a palavra dada pelo Supremo Comandante-em-Chefe das Forças armadas parece ter valor. É dada e refeita ao sabor dos mares, mares enlameados que nos recusamos a singrar.

Os nobres de capa, hoje toga, estão muito bem, obrigado. E certos estão eles, pois se seus misteres são altíssimos, como são os daqueles que empunham sabres, a pecunia, que non olet, deve ser justa. Os vencimentos iniciais de um juiz federal, a título exemplificativo, são de mais de R$12.000,00, chegando a cerca de R$ 21.000,00 no STF.

Como disse, mui certos estão eles e algo de mui errado paira sobre nós.

Não se trata de uma questão meramente financeira, ainda que este ponto seja agora o mais premente e, de certa forma, o que requer ações mais imediatas. Como também já disse, em xeque está a própria dignidade de uma carreira, hoje aviltada, enxovalhada, esquecida. Os militares estamos incluídos como carreira de estado apenas naquilo que nos é exigido de mais árduo, como a proibição de greve, de demonstrações públicas de caráter político, de estrita observância a códigos de conduta às vezes anacrônicos, etc.; a contrapartida, que seria uma carreira estável, acertada, justa e bem paga, bem o sabemos, não existe, se é que um dia existiu...

Vejo, com toda a justeza, que muito mais se abate a tormenta para aqueles cuja nau é menor, mais humilde - os bravos elos da força, os graduados. Interstícios infinitos para uma carreira que não oferece muito mais que o acesso, talvez, à baixa oficialidade, ser “plebeu” entre os ditos nobres. Da parte dos oficiais, que de fato também sofrem, vejo que, na ativa, o silêncio obsequioso se cobre do manto disciplinar e que, quando muito, o cão mudo, quando deixa as dragonas no armário, passa a ladrar feito animal bravio.

O carreirismo, a vontade de amealhar uma constelação sobre os ombros tolhe a razão daqueles que deveriam ser a cabeça da tropa. Pois é isso, meus caros, parece que somos uma carreira acéfala, um grande mostro de vários membros, mas sem cérebro que nos conduza por mares bravios feito aqueles que enfrentamos com Barroso. A partir das primeiras folhas de louro em suas palas apenas a política do “nihil obstat” parece imperar nos quartéis. Coronéis que querem o generalato, Generais com sua ânsia estelar e, na impossibilidade de terem a Via Láctea inteira em suas vestes, almejam apenas uma serena comissão no exterior, farta em dólares e de pouco labor.

Dói ver nossas Senhoras, sempre aguerridas, sendo ameaçadas por policiais militares, como se criminosas fossem. Pois são nossas esposas, nossas mães, nossa família que ali luta pela causa maior de nossa honra. Causa nojo ver como são tratadas com desdém pelo Alto Comissariado Econômico, e causa espanto ver como têm uma garra e firmeza que nem Caxias ou Tamandaré talvez tivessem. E, no entanto, ainda me pergunto:

Ora, que força temos para prosseguir e vencer?

Temos a força da união, dos laços que a caserna, apesar de todos os dissabores, vizinha de nossas casas, também um pouco em nós forjou, como família. Agora começamos a assistir ao “gran finale”, com as salvas de nossos reparos atingirem os alvos visados. Tentaram de tudo contra, até os mais baixos expedientes de contra-informação, humilhação, cisão interna e diversionismo foram usados para arrefecer o clamor da luta ora travada. Se agora nos oferecem esmolas, mais não é do que a sentença máxima da falta de respeito por toda uma carreira.

Lembremo-nos dos feitos do passado: Não se esmorece no ponto alto da batalha, Senhoras e senhores! O que um dia nos foi prometido, haverá de ser cumprido, e na medida exata das condições iniciais. Se já houve perdas inflacionárias, como de certo ocorreu, não estamos mais falando de apenas 23% integrais retroativos a Março, o que é o mínimo absoluto, mas de cerca de 30%, ou mais. Não ficaremos mais ricos nem muito menos o governo mais pobre, estejam certos.

Tomemos, ainda, o máximo cuidado para não sermos usados como massa de manobra para fins escusos de políticos que em nós vêem apenas as cédulas de votos que lhes permitam auferir outras cédulas...

Não se pode aceitar, igualmente, qualquer tipo de proposição que fuja a esses termos de imediata recomposição e modificações de nossa legislação, como indecorosas propostas de aumentos diferenciados, parcelados, abonos ou o que seja.

É isso, ou mantermos o alvo em visada, e não sustentaremos o fogo.
Parece irreal?

Irreal, Senhoras e senhores, é travar uma batalha esperando a derrota, tendo força para vencê-la; e se hoje o inimigo está à espreita em muitos obscuros lugares, nós também sabemos ser muitos e em vários lugares. Ninguém pode se esconder por tanto tempo que não tenha de um dia prestar contas de seus atos. Tenham certeza de que, se o aumento não nos for dado, até o fim deste mês, somente com a maior mobilização já vista na história, por nossas aguerridas Senhoras, no dia mais alto da pátria, no glorioso 7 de setembro, o inimigo tombará de medo.

Quem as deterá com seus maridos, familiares em marcha?

SÓ A COVARDIA.

VOLTAR

6 de junho de 2005.

Nesta segunda-feira começa a circular a Revista do Clube Militar assinada pelo seu Presidente, general Luiz Gonzaga Schroeder Lessa. Nela o general alerta o Presidente da República, como se este não soubesse ou soubesse mas não acreditasse, sobre o perigo que é tratar a classe armada com a humilhação e o desprezo que ele, Chefe Supremo das Forças Armadas, e seu exército de guerrilheiros vêm dispensando à tropa. No artigo o general omite diversos aspectos que ocorrem nos bastidores e que não são do conhecimento generalizado da caserna, possivelmente na tentativa de retardar uma reação que, esperada, já assusta há algum tempo as autoridades que têm juízo.
Como exemplo poderíamos citar que o Exmo. Senhor Presidente do Clube Militar nem chega a comentar que os guerrilheiros entrincheirados no Executivo e no Legislativo costumam, debaixo de risos, afirmar que os cordeirinhos, quanto menos dinheiro recebem, mais dóceis e submissos ficam. Ledo e perigoso engano!
Não será difícil para os debochados políticos, descobrirem que a nossa docilidade é aparente. Só se aplica dentro da própria classe ou quando na relação com cidadãos considerados amigos. Os senhores deputados e senadores deveriam, por questões de segurança, saber distinguir docilidade de adestramento. Somos adestrados dentro da disciplina rígida dos nossos regulamentos, duros, mas extremamente justos. Em nossas vidas, ao longo da nossa carreira, ao contrário de algumas atividades desenvolvidas pelo atual governo, exortamos os valores morais, a probidade e acima de tudo, a lealdade à palavra dada.
Os lobos com pele de cordeiros já estão cansados de tanta submissão e subserviência. Agora nem é mais o dinheiro que esconderá as nossas presas. Esperamos mais uma vez, por desencargo de consciência, que aqueles a quem cabe a obrigação de nos guiar, se levantem em nossa defesa.
É melhor que seja assim, do que ver a matilha descontrolada.


H. M. M. Filho
Capitão-de-Fragata (T) Ref.

VOLTAR

MOVIMENTO EM MARCHA - APOIO ÀS GUERREIRAS

6 de junho de 2005

Vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição:
de morrer pela pátria e viver sem razão

 

Mulheres protestam na troca da Bandeira

 

BRASÍLIA - Cerimônia interrompida por barulhaço promovido por mulheres de militares, na Esplanada, dura só cinco minutos.

Em passeata no Rio, militares cobram aumento salarial

RIO - Militares reformados e da reserva e seus parentes fizeram uma manifestação ontem no Rio pela valorização das Forças Armadas, pelo reajuste de seus soldos e pensões e em protesto contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Cerca de 600 pessoas participaram do ato no Leme e da passeata pela orla de Copacabana, segundo os organizadores. Apesar da possibilidade de punições, havia também militares da ativa no evento.

Passeata em Curitiba

CURITIBA - Dia 10/06, às 15h.
Local: Praça Santos Andrade. (Nas escadas da U.F.P.R.).
Roupa: Preto ou camuflado.
Convidamos todas as esposas de militares e familiares, para uma concentração na praça Santos Andrade, centro de Curitiba, para uma manifestação pacífica em prol de reposição salarial dos nossos esposos militares. Sua presença é indispensável para a causa.
Lucy

Manifesto em Brasília

BRASÍLIA - Guerreiras!!!!!!!!!
Estamos programando um manifesto gigante aqui no dia 11/06. Temos de mostrar toda a nossa força, por favor, todas que quiserem estar presente aqui, entrem em contato conosco, para que possamos achar juntas possibilidades de deslocação. Procurem em suas cidades pessoas que possam nos ajudar, bem como seus políticos.
Será uma marcha com Deus e a família pela dignidade. Militares, pensionistas, sociedade civil e todos que queiram estar presentes contate-nos. Vamos reunir todas as UNEMFAS, e mostrar nosso repúdio a esse governo de MENTIRAS E DESRESPEITO COM AS FFAA.
Contamos com vcs.


Nádia, Brasília
E-mail: namevi@ig.com.br

VOLTAR

6 de junho de 2005


ENQUANTO NÓS, POBRES TRABALHADORES E MILITARES TRABALHAMOS HONESTAMENTE, VIVENDO COM O SALÁRIO DEFASADO QUE O NOSSO GOVERNO PAGA E QUE NEM SE APROXIMA DOS GORDOS SALÁRIOS QUE OS NOSSOS POBRES PARLAMENTARES RECEBEM, ELES, NA OUSADIA, TEM AINDA O DESCARAMENTO DE RECEBEREM UM TAL DE MENSALÃO.

NÓS, AINDA DE TERMOS QUE NOS DESLOCAR DE NOSSAS CASAS, ENFRENTAR ENORMES FILAS NAS ELEIÇÕES PARA ELEGER ESSES CORRUPTOS, SOMOS OBRIGADOS A TOLERAR ESSES MAR DE SACANAGEM QUE ANDA OCORRENDO NAS ÚLTIMAS SEMANAS EM NOSSO PAÍS.

NÃO É POSSÍVEL QUE ALÉM DE PASSARMOS DIFICULDADES FINANCEIRAS, FALTA DE COMPROMETIMENTO DO GOVERNO, SOMOS OBRIGADOS FECHAR OS OLHOS PARA TANTA PICARETAGEM QUE TEM ACONTECIDO NESSE VERGONHOSO GOVERNO LULA. AS RAZÕES QUE LEVARAM AO GOLPE DE 1964, PELO POUCO QUE CONHEÇO DE HISTÓRIA DO BRASIL, É "FICHINHA" DIANTE DE TODA ESSA BAGUNÇA INSTITUCIONAL QUE ANDA OCORRENDO.

OU FAÇAM ALGUMA COISA OU COMEÇARÃO A NOS TAXAR DE BANDO DE BUNDÕES. ACREDITO QUE EM 64 NÃO IRIAM TOLERAR ESSE ESTADO DE BAGUNÇA QUE ANDA OCORRENDO. CADÊ OS CHEFES MILITARES? SERÁ QUE NESSE MOMENTO ESTÃO DE PIJAMA E DORMINDO?


 

6 de junho de 2005

AMIGOS GUERREIROS não sejamos covardes quando os nossos familiares estão passando por diversas dificuldades, aprendemos a respeitar, somos honestos e ordeiros, porém não podemos permitir que façam da nossa Nação um selva de corruptos, de monstros famintos e insaciáveis. Vamos a luta, o povo brasileiro acreditam na nossa Instituição ¨FFAA¨.

 

8 de junho de 2005

Sugiro que os militares que vão desfilar o façam com seus uniformes em desalinho e sujos, de modo a demosntrar que os atuais vencimentos njão são suficientes nem para conservá-los e que não usem as viaturas ou que estas deem “pane” durante o desfile, de modo a demosntrar que com a falta de recursos não é possível mantê-las em bomm estado de conservação.

Saudações

Adalberto Nunes

 

Herói Nacional

“Nestes últimos dois anos, o Presidente da República, mostrando a sua verdadeira face, tratou os Generais de “bando”; forçou o Comandante do Exército a se retratar e a refazer uma nota publicada pelo CCOMSEX; convenceu os Comandantes das Forças a não comemorarem a Revolução de 64 e, entre inúmeros outros atos hostis, depois de consentir aos Comandantes a divulgação de um ansiado reajuste de 23%, para este ano, disse-lhes, simplesmente, que não haveria reajuste. Finalmente, neste dia 20 de maio, último, o Governo coroou o seu desprezo aos valores pátrios e militares, promovendo Luís Carlos Prestes a coronel, com remuneração de General de Brigada concedida à sua família, determinando, ainda, que o Exército pagasse a conta, tudo isto com a concordância, inclusive, do Ministro da Defesa, que garantiu que não haveria qualquer reação no meio militar.”

Grupo Guararapes.

VOLTAR


Mauro Rods