FAMILIARES DE MILITARES PROTESTAM NO RIO DE JANEIRO CONTRA BAIXOS SOLDOS
Familiares de militares em protesto.
Parentes de militares protestaram neste sábado contra os baixos salários da classe durante comemoração pelo Dia da Vitória. A data marca a vitória do Brasil sobre a Alemanha na Segunda Guerra Mundial. O protesto aconteceu no Monumento aos Pracinhas no Aterro do Flamengo e contou com a presença do ministro da Defesa, José Viegas.
A manifestação seguiu o caminho de duas outras, bem mais concorridas, realizadas em Brasília, com até 800 participantes. A do Rio tinha cerca de 50. Algumas das faixas tinham dizeres contra o governo Lula.
Os familiares reivindicam aumento do soldo e da pensão dos que estão na reserva e de suas famílias, alegando que não são reajustados há dez anos. "Meus pais recebem entre R$ 5 mil e R$ 6 mil, insuficiente para mantê-los", disse Bernadete Vargas Beato, que levou um cachorro fardado. Ela explicou que seu irmão, Jorge Vargas, já falecido, era capitão do Exército e a pensão ficou para seus pais.
A manifestação teve a participação do deputado federal Jair Bolsonaro (PP/RJ), mas não conseguiu entrar na praça do Monumento, nem se aproximar do ministro. Viegas chegou pelo lado oposto ao que estavam os manifestantes e, ao sair, quando eles tentaram parar seu carro, soldados da Polícia do Exército os contiveram.
O Dia da Vitória — 59º aniversário da vitória sobre o nazi-fascismo alemão — assinala o triunfo da mais importante ação das Forças Armadas brasileiras ao longo do século passado, a participação na Campanha da Itália. Foi também o momento de maior proximidade entre as Forças Armadas e o povo. O dia da chegada dos "pracinhas" ao Rio de Janeiro, após a vitória, permaneceu como a maior manifestação de massas (18 de julho de 1945) da história do Brasil até ser suplantado pelos comícios antiditatoriais da Campanha das Diretas, em 1984.
VOCÊS NÃO ESTÃO SOZINHAS
'PANELAÇO' PEDE REAJUSTE SALARIAL EM SANTA MARIA - RS
O costumeiro clima de tranqüilidade e disciplina nos quartéis de Santa Maria foi quebrado ontem de manhã. Usando roupas camufladas e o rosto escondido sob a pintura de guerra, um grupo de 15 mulheres de militares do Exército e da Aeronáutica promoveu um "panelaço" em frente ao quartel-general da 3ª Divisão do Exército, na Rua Doutor Bozano.
Na manifestação, incomum na história da cidade, elas exigiam uma reposição salarial de 35,4% nos salários dos militares, que não recebem reajuste desde 2000. O grupo dizia estar descontente com a queda no poder aquisitivo e cobravam a promessa feita em abril, pelo presidente Lula, de que haveria revisão nos salários dos militares.
- Estamos reivindicando os direitos de nossos maridos, que não podem protestar - reclamou a pedagoga Caren Teixeira, acrescentando que militares menos graduados têm de recorrer a empréstimos para sobreviver.
No momento em que as mulheres protestavam, era realizada no prédio da 3ª DE uma cerimônia em homenagem aos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira, que lutaram na 2ª Guerra Mundial. O evento foi perturbado pelo som do panelaço.Para o comandante da 3ª DE, general Luiz Alberto Cureau, a manifestação foi feita na hora errada e para a pessoa errada.
Conforme as manifestantes, o protesto estava marcado para a sexta-feira passada, quando o grupamento militar receberia a visita do comandante do Exército Brasileiro, general Francisco Roberto de Albuquerque. Como a viagem foi cancelada, a manifestação foi transferida para ontem.
O grupo promete fazer novos "panelaços" se as reivindicações não forem atendidas.
ELAS NÃO ESTARÃO SOZINHAS
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Rodrigues-mrs