ALGUMAS PASSEATAS EM 2005.
MULHERES CRITICAM REAJUSTE DE MILITAR
Segunda-feira, 08 de Agosto de 2005Parcelamento do aumento salarial provocou um tenso protesto, ontem, na Praça dos Três Poderes
Depois do anúncio de que o reajuste de 23% nos salários das Forças Armadas será parcelado – 13% a partir de outubro e 10% em agosto do ano que vem –, as mulheres de militares tiveram a primeira oportunidade de repudiar em público a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aproveitaram a cerimônia de troca da Bandeira Nacional, realizada na manhã de ontem na Praça dos Três Poderes, para protestar contra a modalidade de reajuste e a corrupção no País.
Dessa vez, além dos tradicionais apitos e faixas, elas levaram malas para simbolizar os escândalos de corrupção e queimaram uma bandeira do Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo as manifestantes, havia uma espécie de acordo com o Exército para que elas não atrapalhassem a cerimônia. O combinado era que elas só entrassem na área de desfile depois da passagem de todas as tropas, atrás da banda. Durante a solenidade, elas exibiram as faixas e cantaram os hinos.
Houve um pequeno tumulto, entretanto, no momento em que elas tentaram ocupar o espaço à frente dos palanques das autoridades, quando a banda já desfilava. Soldados formaram um cordão de isolamento para impedir a aproximação das mulheres. Em um dos palanques estava o comandante do Exército, general Francisco Roberto de Albuquerque, criticado por não se empenhar na negociação pelo reajuste das Forças Armadas, que se arrastava desde o início do ano.Depois de anunciar um aumento de 33% no ano passado, dos quais 10% foram concedidos em setembro, o governo federal assumiu o compromisso de que autorizaria o restante no primeiro trimestre deste ano, sem parcelamento. Quando terminou o prazo, as mulheres de militares passaram a realizar manifestações constantes em Brasília. O governo, por sua vez, alegou não dispor de verba para conceder o aumento. A decisão final sobre o reajuste foi tomada na sexta-feira, em reunião entre Lula e José Alencar, vice-presidente e ministro da Defesa.TumultoAo fim da cerimônia de ontem, enquanto um grupo tentava chamar a atenção das autoridades militares, a presidente da União Nacional das Mulheres de Militares das Forças Armadas (Unemfa), Ivone Luzardo, se acorrentava a um dos monumentos da Praça dos Três Poderes. "O governo descumpriu uma promessa. Não podemos aceitar o parcelamento do reajuste, até porque os 23% já são parte de uma divisão", afirmou. "Pelo menos deveria ser retroativo", completou.Militares de alta patente apressaram-se para deixar o local da cerimônia, perseguidos por um grupo de mulheres que os chamavam de "covardes" por não apoiarem o protesto. Mais uma vez, soldados formaram um cordão de isolamento para impedir a aproximação das manifestantes. Algumas tiveram de ser retiradas à força."Os oficiais não podem aceitar um reajuste assim. E é lamentável que os soldados tenham de impedir um protesto que defende o salário deles, que é menor do que o mínimo", disse Gorete Gomes, 37 anos. Há 25 anos na Marinha, seu marido ganha R$ 1,8 mil. "Aprendemos a fazer manifestações assim com o presidente Lula. Não era ele que ia às ruas lutar por seus direitos?", questionou.A Unemfa programa uma manifestação em frente à Embaixada dos Estados Unidos para esta quinta-feira. Com faixas em inglês, elas protestarão contra o interesse do Brasil por um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). "Não entendemos como um País que não zela pela própria soberania nacional quer uma vaga dessas", ironiza Ivone Luzardo.
O Rio de Janeiro continua lindo...
Rio de Janeiro, 05 de junho de 2005.Numa manhã de céu claro e temperatura amena, confraternizamo-nos com os nossos. Conhecemos familiares de outros militares e até mesmo militares da ativa que estavam dando suporte às suas esposas, incansáveis guerreiras que, neste momento prestamos aqui neste site as nossas sinceras homenagens.
Conversamos com o senhor deputado federal Jair Bolsonaro que, como um paladino da nossa causa, luta qual um Dom Quixote contra os donos do Brasil, como se tivéssemos dono, mas a luta é difícil e, infelizmente temos pouca representatividade naquela casa onde se defende o direito dos “trabalhadores”.Fizemos novas amizades e conversamos sobre os nossos problemas que são tão parecidos, pois engloba sempre a falta de perspectiva que estão impondo ao militar brasileiro. Quando digo “militar”, falo sobre os menos favorecidos que são os Sub-Oficiais e Sargentos, Cabos e Soldados, a maioria nos quartéis aos quais não são dados quaisquer tipos de informação a cerca da posição dos nossos generais em relação ao quadro de submissão que estamos sendo empurrados.
Este domingo de sol no Rio de Janeiro foi um dia que não deve ser esquecido. Um dia em que podemos ver que somos capazes de nos organizar e tentar fazer com que a nossa realidade possa ser mudada com sabedoria e com muita vontade de lutar por tudo que julgamos ser de D I R E I T O.
Todos os pedestres deram apoio ao nosso movimento pacífico de esclarecimento à população, com palavras acolhedoras e incentivadoras de quem sabe que não basta querer pensar em mudar a realidade mas sim levantar e começar a se movimentar em torno desta idéia e mobilizar o maior número possível de pessoas para que possa dar certo e, só assim começarmos a mudar a nossa realidade.Somente através da luta e da consciência dos nossos direitos poderemos construir um presente sólido e um futuro digno para as nossas famílias.
Fotos: Silvio Ribeiro.
CAMPO GRANDE - MS
Militares aderem à greve nacional de servidores públicos
Terça-feira, 14 de Junho de 2005
Inara SilvaOs militares das Forças Armadas decidiram aderir à mobilização nacional dos servidores públicos federais, que iniciaram paralisação por reajuste salarial na semana passada. A partir das 9h, os militares e seus familiares prometem realizar um protesto em frente ao CMO (Comando Militar do Oeste), em Campo Grande. A categoria reivindica 23% de reajuste salarial. Em entrevista ao Bom Dia MS, da TV Morena, o presidente da associação que representa os militares, Ronaldo Milani, disse que a intenção é chamar a atenção para a falta de reajuste e fazer uma manifestação solidária aos servidores civis.
Os militares que protestam na avenida Duque de Caxias, próximo ao CMO (Comando Militar do Oeste), em Campo Grande, explicaram durante a manifestação o motivo de seguirem para as ruas, posição inversa à mantida pelo Exército de barrar protesto civis. Segundo o sargento aposentado Moacir Pereira, 52 anos, que na década de 80 lembra ter barrado uma mobilização civil, afirma que “enquanto não sente na pele, não entende e não valoriza os protestos”.
Pereira, que recebe R$ 1,5 mil mensais diz que não vê seu salário reajustado há 12 anos. O presidente da associação que representa os militares, Ronaldo Milani, relata que o protesto dos militares é uma mudança de comportamento. Os manifestantes seguem para frente do CMO, onde devem continuar o apitaço. Segundo ele, em Mato Grosso do Sul são 35 mil militares, entre ativos e inativos.
A esposa de sargento, Eliane Lírio, afirmou que a necessidade de buscar o reajuste que fez os militares e familiares seguirem para as ruas. “A democracia obrigou essa inversão de papéis com os militares assumindo protesto contras as falsas promessas”.A mobilização reúne cerca de cem pessoas em Campo Grande.
Mais de 100 militares e familiares iniciaram há pouco um protesto na avenida Duque de Caxias, próximo ao CMO (Comando Militar do Oeste), em Campo Grande. Munidos de faixas, camisetas e carro de som, eles fazem apitaço e explicam para os motoristas e pessoas que passam no local o porquê da mobilização.
Nos cartazes estão dizeres como “Ministro da Defesa, chega de blá blá blá, queremos reajuste” e “Forças Armadas com fome, o moral da tropa some”. Neste momento, a Ciptran (Companhia Independente de Policiamento de Trânsito) acompanha o protesto. Os manifestantes, maioria mulheres dos militares, estão seguindo para o CMO. A categoria militar reivindica 23% de reajuste salarial. Em entrevista ao Bom Dia MS, da TV Morena, o presidente da associação que representa os militares, Ronaldo Milani, disse que a intenção é chamar a atenção para a falta de reajuste e fazer uma manifestação solidária aos servidores civis. Esta é a segunda mobilização dos militares, recentemente, eles fizeram um apitaço e panelaço na praça Ary Coelho.Exército divulga nota de apoio ao protesto militar
O Comando do Exército divulgou uma nota em solidariedade aos familiares dos 35 mil militares de Mato Grosso do Sul. Assim como no resto do país, hoje foi dia de protesto. Mulheres de militares e aposentados fecharam parte da avenida Duque de Caxias num apitaço com faixas e cartazes. A reivindicação é de um aumento salarial de 23%.
Leia a nota do Exército:
“Ciente das dificuldades financeiras por que passa a família militar e convencido da justa aspiração pela recuperação do poder aquisitivo dos salários militares continua, na esfera de suas atribuições, a envidar esforços no sentido de alcançar este objetivo junto ao governo federal. Tal pleito tem sido buscado sem prejuízo do respeito à lei, à ordem e à disciplina militar, pilares básicos de nossa Instituição.
O Comando Militar do Oeste considera manifestações fatos normais em um regime democrático onde as reivindicações e os protestos pacíficos e ordeiros são permitidos e livres”.
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PASSEATA EM CURITIBA
PASSEATA - 10/06/2005 - 17h33
Esposas de militares e aposentados fazem manifestação por reajuste
Esposas de militares do exército, marinha e aeronáutica e integrantes da Associação dos Militares da Reserva reformados e pensionistas das Forças Armadas (Asmir) fizeram passeatas e protestos em várias capitais do país nesta sexta-feira. Os militares reivindicam um reajuste salarial negociado no ano passado.
Em Curitiba, a manifestação reuniu cerca de 200 pessoas na Praça Santos Andrade. Com os rostos pintados de verde e amarelo, vários cartazes sobre o reajuste salarial e uma faixa que dizia “Quem paga mensalão, pode pagar reposição”, as mulheres dos militares da ativa e os aposentados e pensionistas fizeram uma passeata até a Boca Maldita no centro da cidade.
De acordo com o presidente da Asmir, Antônio Carlos Figueiredo, no ano passado em uma reunião com o presidente Lula, ficou acertado um reajuste de 10% a ser pago em setembro do ano passado e 23% no primeiro trimestre deste ano. Só foi paga a primeira parte do acordo, o pagamento a ser dado este ano não foi feito.
“O Governo alega que não há recursos para o pagamento, mas isso foi adicionado no orçamento desde o ano passado”, disse Figueiredo.
Manifestações similares a de Curitiba, foram realizadas nesta sexta-feira em Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Natal.
De acordo com um dos organizadores da manifestação e presidente da Asmir, no final de semana que vem deve acontecer uma reunião entre as mulheres dos militares da ativa e a presidência da República. Ainda não está confirmada a participação de representantes paranaenses nesse encontro.
Luciane Horcel - TudoParaná
PASSEATA BRASÍLIA
Sexta-feira, 10 de junho de 2005
Mulheres de militares pedem impeachment de Lula
Brasília - Depois de promoverem manifestação diante do Grupamento de Fuzileiros Navais, onde o vice-presidente José Alencar participava de solenidade, cerca de 50 mulheres de militares que reivindicam reajuste de soldos para os maridos se dirigiram de ônibus ao Palácio do Planalto, onde deram um susto em vários seguranças.
Elas desceram do ônibus na rua situada entre a Praça dos Três Poderes e o palácio e caminharam até o espelho d}água batendo em panelas vazias e gritando: "Queremos mensalão" e "Não somos idiotas, somos patriotas". Uma das mulheres, Ivone Luzardo, usava um megafone e gritava: "Impeachment!". Os seguranças, temerosos de que elas entrassem no palácio, se aproximaram, e houve um empurra-empurra. As mulheres passaram a encher as panelas no espelho d´água e dificultavam a aproximação dos seguranças jogando água contra eles.
Estes conseguiram cercar o espelho d}agua, e a situação se acalmou. As manifestantes se retiraram a pé, dirigindo-se às barracas onde estão acampadas há mais de 40 dias, no gramado da Esplanada dos Ministérios.
Comando da Marinha se junta às mulheres de militares por reajuste salarial
BRASÍLIA - Enquanto mulheres de militares faziam uma manifestação por reajuste salarial dos maridos, o vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, participou nesta sexta-feira de cerimônia de comemoração do 140º aniversário da Batalha Naval do Riachuelo, no Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília. De onde Alencar estava, era possível ouvir os gritos das cerca de cem mulheres que ficaram na rua, onde o trânsito foi interrompido.O comandante da Marinha, almirante de esquadra Roberto de Guimarães Carvalho, se somou à reivindicação das mulheres e cobrou aumento salarial na ordem do dia, que foi lida durante a solenidade e que fez referência às dificuldades encontradas pela Marinha.
"As soluções para sanar as dificuldades têm que incluir necessariamente a urgente recuperação do poder aquisitivo da remuneração dos militares e também dos nossos dedicados servidores civis. Elas devem também possibilitar uma melhora dos patamares financeiros dos orçamentos da Força", diz um trecho da ordem do dia assinada pelo comandante.
Na ordem do Dia, o comandante da Marinha reconhece que serão necessários "recursos de certo porte" para atender às reivindicações dos militares. "Mas o custo a ser pago pela sociedade brasileira será certamente muito maior caso o país precise e não tenha uma Marinha minimamente aparelhada e pronta", diz o texto da ordem do dia.
Na solenidade foi uma lida uma mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em que ele reconhece a necessidade do reajuste. "O caminho a percorrer é longo e árduo pois, como sabemos, o Estado brasileiro foi submetido nesses últimos anos a um verdadeiro desmonte. Ele passa pela recuperação do poder aquisitivo da remuneração de todos aqueles que trabalham na defesa da nação, militares e civis; Passa também pelo estabelecimento de novos patamares orçamentários que permitam a correta manutenção e operação dos meios existentes; e no caso específico da Marinha, pela imperiosa necessidade de reaparelhamento. Como disse, o caminho é longo é arduo, mas este é um compromisso do meu governo", diz a nota do presidente.
Alencar disse que acha justo o pedido de reajuste dos militares e que se reuniria com Lula para tratar do assunto.
- Acho possível (conceder o reajuste) e estou lutando por isso porque acho justo, PORQUE REALMENTE OS MILITARES NÃO ESTÃO PEDINDO AUMENTO, ELES ESTÃO PLEITEANDO UMA RECUPERAÇÃO PARCIAL DE PERDAS. Então não tenho dúvida de que isso vai dar certo - afirmou o vice-presidente.
Brasília (ABR) – Um grupo de mulheres de militares conseguiu chegar à rampa do Palácio do Planalto para fazer um protesto por reajuste salarial para as Forças Armadas. Elas surpreenderam a segurança do Palácio, ao descer de um ônibus de turismo, que parou em frente ao Planalto. A segurança não teve tempo de fazer nada para impedir, a não ser mandar o ônibus ir embora com as poucas manifestantes que ficaram dentro, sob protestos de quem conseguiu descer. As que conseguiram descer reagiram jogando água.
A coordenadora da União Nacional das Esposas dos militares das Forças Armadas, Ângela Lutz, contou qual foi o plano traçado para enganar a segurança presidencial. "Nós chegamos no ônibus, abaixadas, em silêncio. Mandamos o motorista parar em frente à rampa e descemos correndo, para que eles não tivessem chance de nos impedir", explicou Ângela.
A manifestação durou cerca de 20 minutos. Com tambores, apitos e panelas, as 50 mulheres tentavam chamar a atenção de quem estava dentro do Palácio, para as faixas que exibiam, com os seguintes dizeres: "Queremos mensalão", "Brasil acima de tudo, impeachment Já". Elas também pediam pagamento de 23% de reajuste nos soldos dos militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Segundo as manifestantes, o reajuste foi prometido pelo governo federal no início deste ano, pelo ex-ministro da Defesa José Viegas.
Ângela Lutz informou que estão em Brasília mais de 100 mulheres de militares da capital federal, Anápolis e de Goiânia. Segundo ela, o objetivo da manifestação foi alcançado. "Nós já estivemos hoje na Marinha e vamos continuar protestando", disse. As integrantes do movimento das esposas de militares estão acampadas há 44 dias na Esplanada dos Ministérios.Fonte: ABR
Enviadas por J. Carvalho Neto - DF
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